INFAMOUS GLORY libera clipe gravado na pandemia e anuncia o primeiro lançamento de 2021! As dificuldades sempre fizeram parte do cenário underground. E, especialmente esse ano, foram ainda maiores por conta da pandemia que varreu shows e encontros. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, as bandas continuam firmes, criativas e motivadas para superar essa fase obscura. É o caso da banda INFAMOUS GLORY! No último domingo, dia 15 de novembrod, a banda participou do ACESSO MUSIC FEST, evento online beneficente em prol da CRAZY CAT GANG — ONG de Curitiba que tem se dedicado em resgatar, castrar e doar gatos abandonados. O festival reuniu nomes da cena nacional e internacional como VENOM INC., PICTURE, VIKRAM, THIRDEAR só para citar alguns. A INFAMOUS GLORY apresentou o clipe inédito de “Macabre End”, faixa do último álbum da banda, ‘An Ancient Sect Of Darkness’ (de 2019), gravado ao vivo de casa. Neste vídeo — que está disponível desde 17 de novembro no canal de YouTube da banda —, o público também vai poder conferir pela primeira vez a nova formação da banda, anunciada no início de 2020, com a chegada do guitarrista André Neil. Assista:
Além do festival, a banda está produzindo material para novos lançamentos. E um deles, já foi revelado! No primeiro trimestre de 2021, sairá em formatos físico e digital a compilação DEATH METAL POWER pelo selos MCDT Company (Holanda) e Horror Pain Gore Death Productions (EUA). O disco vai reunir faixas inéditas de 12 bandas do mundo todo com destaque para COFFINS (Japão), NOMINION (Suécia), MORTUARY (México), UNDERGANG (Dinamarca) além da presença do Infamous Glory como o representante brasileiro. A gravação desse novo som rolou no estúdio Estúdio Ori Lab em São Paulo. A mixagem e a masterização ficou a cargo do guitarrista da banda, Kexo.
O Rio Grande do Sul é uma escola quando se trata de death metal. Da terra de onde saiu o Krisiun, não poderíamos esperar nada menos brutal. Conversamos um pouco com a banda de Pelotas, Postmortem Inc, que para nós é a grande promessa de estouro do metal brasileiro.
Conte um pouco sobre a trajetória da banda. Ano de formação, integrantes, discografia…
Douglas: A banda iniciou os trabalhos em 2004, em Pelotas/RS, 4 amigos querendo fazer som pesado, do thrash ao Death metal, Bruno e Daniel Añaña na guitarra e baixo, respectivamente, Douglas Veiga na bateria e Willian Knuth no vocal. Essa formação durou pouco, em seguida Matheus Heres assumiu o baixo e deixamos de lado os covers e começamos a compor material para uma demo. Durante as gravações da demo “Out of Tomb”, em 2006/2007, Willian saiu da banda, Bruno assumiu os vocais e Mou Machado entrou como segundo guitarrista. Nossa demo teve um longo alcance, com distribuição na Alemanha, França, Malásia, Canadá e Peru. Nessa época, ganhamos notoriedade na cena local, o que nos rendeu um longo período de muitos shows pelo estado.
Em 2010, Matheus saiu da banda e Juliano Pacheco entrou como baixista, fechando a nossa formação atual. Resolvemos lançar mais material em 2013, o EP “Atra Mors”, com 2 músicas inéditas e uma regravação de “Possession of Spirit and Flesh”, lançado pela Rapture Records, Blasphemic Arts e Rock Animal. Em 2014 lançamos o EP “Within the Carcass” pela Cianeto Discos, com 3 músicas inéditas e uma regravação de “Decomposition on High Degree”. Esses dois Eps foram unidos e foi lançado em 2016 como Split com a banda Casket Grinder, da Colômbia, sob o nome de “Sepulcro Eterno” lançado pela Tribulacion Records.
Sempre na ativa, tocando onde rolar e do jeito que der, seguimos a nossa trajetória, que no momento está direcionada pro lançamento do nosso primeiro full-lenght, chamado “The Conqueror Worm”.
Recentemente vocês incluíram o INC ao nome da banda. Falem um pouco sobre a alteração.
Mou: Fizemos essa pequena alteração no nome por questões legais e para facilitar as buscas pelo nosso material, pois éramos frequentemente confundidos com outra banda chamada Postmortem, da Alemanha. Já estávamos há tempos pensando sobre a mudança de nome para acabar com essa confusão, quando iniciamos o processo de registro das nossas novas músicas foi o momento de decidir. Apesar da mudança, parafraseando o Juliano, “se chamar Postmortem a gente atende” hahahahah.
Vocês tem se destacado na cena death metal brasileira, e estão todos ansiosos para o lançamento do full album. Nos contem um pouco sobre o processo de gravação desse material.
Douglas: Esse material novo foi lapidado por uns 4 anos, período em que fazíamos vários shows e queríamos entrar em estúdio com as músicas prontas e afiadíssimas. Somos muito detalhistas e refizemos várias vezes antes de estarmos confiantes para de fato gravar. Gravamos as baterias num estúdio familiar à nós, o Bokada Estúdios, do nosso querido amigo e apoiador da cena, Marcelo Rubira. Cordas e vozes foram gravadas no estúdio do Bruno, Brut Áudio, onde ele também mixou. Aliás, o Bruno responde por toda gravação e mixagem. Fui responsável pela arte da Capa, design do encarte e também pelas letras.
Mou: O processo de composição foi longo, pois trabalhamos bastante para que soasse como um disco, e também foi bem variado, com músicas colaborativas e individuais. Na época eu morava em outra cidade, então nos juntamos apenas em alguns finais de semana para ensaiar e organizar as composições, o que acabou tornando o processo mais lento, mas estamos muito satisfeitos com o resultado.
O clipe de “State of Conspiracy” vem sendo muito elogiado e vocês anunciaram o lançamento de um lyric video de “Forgotten Decay”. Nos contem sobre a importância das produções digitais em época de pandemia e como a ausência de shows tem impactado a banda.
Mou: Eu diria que as produções digitais são muito importantes nos tempos atuais, a pandemia só deixou isso mais evidente. Esse tipo de conteúdo se tornou a forma praticamente exclusiva de mostrar os trabalhos realizados nesse período maldito. O plano inicial era filmar um clipe com roteiro e captação de cenas inéditas, mas dadas as condições tivemos que pegar registros de shows feitos antes da pandemia e transformar em um clipe. Gostamos do resultado e a repercussão está sendo bastante positiva!
A ausência de shows está nos matando hahahahah, pois somos uma banda que topa qualquer parada pra tocar, desde que seja viável. Lançar o novo disco sem um show vai ser bem chato, mas nos deixa mais pilhados para quando a oportunidade surgir de novo.
Indiquem 5 bandas de death metal nacionais que vocês ouvem e recomendam.
Mou: Somos grandes consumidores de bandas da região, pois são as bandas que dividem os palcos conosco no circuito gaúcho. Das bandas na ativa, indicamos Exterminate, Bloodwork, Burn the Mankind, Horror Chamber e Atropina. Dica bônus: Uma banda de thrash mas com um pézinho no death, Necromatório.
Douglas: Gostaria de citar além destas que o Mou citou, as bandas Khrophus, Lacerated and Carbonized, Clawn, Bloody Violence e Mawashi Geri.
Falem um pouco sobre a parceria com a Rapture Records e a importância dos selos no Brasil.
Douglas:Já conhecíamos o Geni da Rapture desde os primórdios, quando tocamos no Steel Festival, em Criciúma/SC, projeto organizado por ele e que teve mais de 70 edições. De lá pra cá houveram vários contatos ao longo dos anos, e como ele sempre fez um trabalho impecável firmamos mais uma vez a parceria para este disco, que é nosso primeiro Full Length. Acredito que um cena sem selos, não existe, só as bandas não teriam a rede de contatos que se forma através dos inúmeros contatos que um selo traz. Contato este entre público e demais selos e distribuidoras. Sempre trabalhamos de forma independente e na base do “Do it yourself” , e é natural a gente procurar pessoas que têm essa mentalidade. É nessa hora que os selos independentes fazem a diferença e a roda do underground girar.
Pelo último single, vimos que a banda é posicionada ideologicamente. Em tempos obscuros, qual é a importância em levar a mensagem contra o fascismo em letras ou posicionamentos?
Douglas: Nos posicionamos contra a opressão, vinda do estado ou da sociedade como um ser autônomo. Não se posicionar contra o fascismo é escolher o lado do opressor, entendo que por medo de represálias ou algo assim. Porém a música e as artes em geral, para mim, são o veículo mais forte de comunicação. Não usar esse poder é se acovardar. Eu simplesmente não consigo ver o caos que estamos mergulhados e não falar nada, não escrever sobre. Mesmo que seja metaforicamente, minha escrita tende à rebeldia, a luta contra o sistema, e claro a desesperança na raça humana. As letras expõem o lado podre do ser humano com suas alienações mundanas, seus medos e seus delírios obscuros, incluindo profundas alegorias de cunho social.
Obrigado pela atenção e esse espaço é de vocês. Deixem contatos e as considerações finais.
Mou: Agradecemos pela oportunidade, esperamos que gostem do nosso trabalho a ser lançado em seguida e não vemos a hora de ir tocar na região Nordeste do país, sempre ouvimos falar muito bem da cena! Grande abraço para todos e vida longa ao canal!
Douglas: Muito obrigado pelo espaço, esperamos poder voltar a tocar em breve e com certeza ainda vamos tocar pela região nordeste
Nos sigam nas redes para acompanhar os lançamentos:
Daniel Neves é curador da Conecta+ Música & Mercado
Nesta quinta-feira (19), o programa Autoral Brasil da Kiss FM recebe Daniel Neves que é curador e diretor da Conecta+ Música & Mercado, evento online voltado aos criativos da música e suas marcas e da Música & Mercado, publicação que aborda negócios do mercado musical. O Autoral Kiss FM vai ao ar às 20h em 92.5 FM (SP) e pelo Youtube.
Acompanhe o Autoral Brasil Kiss FM em youtube.com/RadioKissFMOficial Neves também foi eleito presidente da Anafima (Associação Nacional da Indústria da Música), entidade que representa o setor de áudio e instrumentos musicais, e do Conselho da Fremúsica (Frente Parlamentar Suprapartidária em Defesa da Indústria da Música).
Conecta+ é um congresso e feira de instrumentos musicais, áudio, iluminação e todas as soluções para quem ama, compõe, grava, produz, empresaria e vive de música de alguma forma. Por meio de inteligência artificial avançada, a Conecta+ irá reunir e conectar compositores, intérpretes, produtores, músicos, profissionais, influenciadores e todo o setor de serviços e produtos envolvidos no processo criativo do setor musical e de eventos.
Serviço
Programa Autoral Brasil Kiss FM recebe Daniel Neves (Conecta+ Música & Mercado)
Grande é a minha procura por bandas com integrantes que tenham menos de 25 anos. A música extrema envelheceu e as poucas bandas da gurizada enfrentam enormes dificuldades em conseguir espaço e visibilidade. Seria esse um dos motivos pelos quais o rock em geral envelheceu? Não sabemos, mas o que fazemos é dar espaço para as novas bandas e estimulamos que a cena se renove cada vez mais! Por isso, hoje apresento em entrevista, a banda Berro Mote, que faz um hardcore crust antifascita visceral!
Vocês todos são muito jovens em uma cena envelhecida, na qual quase não vemos bandas renovadas. Contém um pouco sobre a ideia de montar a banda, e esse início.
João Neto: É curioso como a banda se formou, né? O Paulinho guitarrista da Orgasmo de Porco se encontrou comigo e o Lewi uma vez e perguntou se eu tinha banda para um evento que ele estava organizando. Em um mês a banda é formada com o nome Necronoise para fazer apenas um show e contou com o Lewi na guitarra, Gustavo Maia na bateria e eu no baixo e vocal, um tempo depois a banda se encerrou, mas deixando uma lembrança, pois a guitarra usada era do próprio Paulinho que nós vendeu por 10 reais e a usamos até hoje na Berro.
Bruno: Eu na época, tinha uma amizade com o Lewi e conhecia o João e com isso já estava acompanhando-os. Colei no show deles e achei uma loucura que queria participar daquilo, principalmente porque estavam precisando de um baixista. Semanas após o show o João não queria mais saber de banda, rock e afins e eu consegui a conhecê-lo a tocar novamente. Nesse meio tempo já começamos a ensaiar e nisso implantar várias ideias para seguirmos seriamente com a banda. E vendo que faltava um baterista, chamei o Rafael, que somos amigos desde época de escola e que tem uma idade próxima da gente, então não tinha como não convidar.
O que significa o nome Berro Mote?
João Neto: Bom, não vivemos só de músicas extremas. Eu estava ouvindo muito Belchior e lendo a respeito sobre a vida e os poemas de Torquato Neto. O “Berro” vem de uma citação de Torquato quando ele fala que as pessoas precisam berrar “…E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. citação: leve um homem e um boi ao matadouro. o que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. adeusão.” Já o “Mote” que é muito popular nos cordéis, ficou por conta do primeiro álbum de estreia de Belchior “Mote e Glosa” onde seus primeiros poemas curtos viraram canções. Nossas letras são curtas e berramos, por isso Berro Mote.
A banda faz um grind-hardcore, tendo como primeiro registro o EP “Jornal Policial”. Fale um pouco sobre o processo de gravação desse material.
Lewi: As músicas foram gravados no estúdio do Thiago Roxo (Lo-Fi Punkrock) em março de 2020 e “acidentalmente” virou um EP, pois era pra fazer apenas parte de um split com a banda Sorry For All de Socorro – SP, porém veio a pandemia e a nossa gravação já estava pronta e com isso optamos em lança-la, até por conta da abordagem das letras que tem uma questão mais de política social, que tinha muito a ver com o que estava ocorrendo no país na época. Na Jornal Policial canção título por
exemplo, criticamos os jornais sensacionalistas que ganham audiência em cima das dores das famílias e vendendo uma moralidade que nem eles mesmo seguem.
Vocês lançaram o clipe de “Decapitar fascistas” em forma de animação, que ficou fuderoso. Conte um pouco sobre ele.
Bruno: Foi meio inesperado, pois estávamos parados por conta da pandemia e precisávamos de um material para manter a banda em relevância, daí apareceu o Gabigorfo (AnimaToxic), que além de ter feito a capa do nosso EP, trouxe a ideia em forma de animação. Bom, juntamos o útil ao agradável o momento estava caótico (ainda está) com as declarações do presidente e pelas coisas que estavam rolando pelo mundo e um clipe animado transmitindo tudo isso que estamos passando prende atenção das pessoas, ainda mais com a música Decapitar Fascista não teria como ficar ruim, passamos a mensagem de forma clara e direta.
Quais são as maiores influências da banda? E quais bandas nacionais vocês acham que todos deveriam conhecer?
É um pouco de tudo, só na nossa cidade e nos arredores podemos dizer que crescemos ouvindo, Orgasmo de Porco, Lo-Fi Punkrock, Manger cadáver?, PSG, Devastação Sob Terror, Discorde, Cruento e por aí vai… Sobre as bandas que todos deveriam conhecer, Sorry For All que já estão na caminhada há um tempo, os menino doido do Days Of Hate e os firmeza do Cabra.
Vocês são uma banda totalmente DIY. Falem um pouco sobre a importância da produção independente, e suas dificuldades.
Rafael: Aqui em SJC sempre representou bem a região do Vale do Paraíba em quesitos de produção independente, onde já colamos em diversos rolês com sempre um pessoal diferente organizando. Porém nos últimos anos tem diminuindo bastante os shows aqui, até porque cada vez mais existe menos lugares para as bandas se apresentar, principalmente no vale do paraíba, que existe muitas banda boas e vimos uma oportunidade de fazermos o nosso próprio role, que seria a Berro Fest, onde a principal proposta é abrir espaço pra bandas que estão começando e muitas vezes fazer o primeiro show e ter o contato com o público e bandas que já estão na estrada. Após a pandemia queremos fazer mais edições e torcer que tenha novos espaços para a cagalera começar organizar mais rolês, algo que é essencial pra toda cena.
A banda é claramente antifascista. Já sofreram algum boicote por isso? Qual é a importância de firmar esse posicionamento atualmente.
João Neto: Não e espero que nunca aconteça, afirmamos a nossa posição desde sempre. Infelizmente, sabemos que existe pessoas más intencionadas que atrasa o rolê com ideia torta. Já vimos punks e bangers que só repetem os discursos do Bolsonaro e ainda dizendo que não se mistura som com política. Isso só deixa mais evidente que temos que misturar sim! Não devemos abaixar a cabeça, pois esse tipo de galera só fica na internet enchendo o saco.
Muito obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês. Deixem contatos e as considerações finais.
De todos: Muito obrigado pelo espaço cedido e a todos que colaram nos nossos shows, nos apoiaram nesse primeiro ano de banda, pois, underground não se faz sozinho. Então, apoiem da forma que conseguirem, comprando merch, ouvindo principalmente a banda, quando for possível colar nos eventos e sempre compartilhar cada novidade porque os trampos são feitos pra chegar o mais longe possível. Abração!!!
A banda punk rock paulistana Faca Preta lançou o videoclipe de seu um novo single intitulado “Dias Melhores”, dirigido por Marco Antônio Ferreira e produzido por Camila Justino.
O guitarrista Anderson Boscari conta que a música faz uma reflexão sobre o avanço da extrema direita no Brasil e no mundo, e a maneira como as pessoas se revelaram nesse momento. “Pessoas que nunca imaginávamos, acabaram demonstrando uma face sombria, que sempre esteve escondida dentro delas. A faixa fala sobre como é estranho se reconhecer em meio à tanta gente perversa e avessa aos direitos mais básicos dos seres humanos, e de como a elite realmente enxerga a classe trabalhadora. Apesar de estarmos vivendo um dos momentos mais obscuros da história, dias melhores virão, com certeza. Não devemos parar de lutar”, afirma.
A ideia para o videoclipe, segundo Marco Antônio Ferreira, é retratar como a tecnologia aparece nesse cenário sendo um reforço para a atuação do fascismo. “Com o avanço da tecnologia, as fakenews foram base para as pessoas que acreditam nessa ideologia. Atrás de máscaras, que se impõe através da violência, criaram uma milícia digital que se instalou com a ilusão de que calaria o povo. Porém, a liberdade sempre começou no caos, no grito de saturação do pensamento do oprimido, e ao invés de nos calar, nos deu mais força para lutar”, reflete o diretor.
Formada em 2013 por músicos experientes do circuito underground, o Faca Preta lançou o primeiro EP em 2015 pelo Semper Adversus, extinto sub selo de street punk da Hearts Bleed Blue (HBB). Desde então a banda vem sendo um grito de resistência na voz punk rock brasileira.
“A história nos ensina que em momentos de crise, a crueldade capitalista se acirra para que os privilégios da classe dominante permaneçam. Temos assistido à pulverização da mínima rede de proteção aos mais pobres. Então, o momento tem que ser de união, afinal o que já estava sendo implantado desde a eleição desse governo fascista se agravará e se deixarmos as pequenas diferenças nos dividirem, a estratégia de quem lucra com a nossa desgraça vencerá”, completa o guitarrista Dudu Elado.
“Starmaker” é o primeiro trabalho da banda desde o lançamento de seu álbum de estreia, “The Chaos Suite”, em 2016
Atualmente formada por Cleiton Rodrigues (Vocal), Felipe Colenci (Guitarra), Fabio De Borthole (Baixo), Theo Queiroz (Bateria) e Francisco Rangel (Teclados), a Blackdome, banda de heavy metal de Sorocaba/SP, prepara-se para o lançamento de seu novo single, “Starmaker”, primeiro trabalho da banda desde seu álbum de estreia, “The Chaos Suite”, de 2016.
Gravada nos estúdios Fuzzr sob produção de Felipe Colenci, “Starmaker” foi mixada por ninguém menos que Kevin Shirley, o “The Caveman”, produtor sul-africano famoso por trabalhos com algumas das maiores lendas do rock de todos os tempos como Led Zeppelin, Iron Maiden, Rush e Journey. “Desde o primeiro e-mail, o Kevin foi muito cordial com a gente”, conta o guitarrista e produtor Felipe Colenci. “Enviei as tracks separadas para ele e em aproximadamente uma semana ele nos devolveu a música mixada. Foi muito foda ouvir uma composição e produção minha mixada por um dos grandes mestres da música mundial! Ficou sensacional! Vale ressaltar que gravamos essa faixa no esquema “pandêmico”, ou seja, cada um em sua casa, e mesmo com as dificuldades de captação das tracks, a mix ficou incrível”.
“Starmaker” será lançada no dia 13 de Novembro durante a oitava edição do “Roadie Crew – Online Festival” que, além do Blackdome, contará com outros grandes nomes da cena nacional como Vulcano, Pastore, Holocausto, Tribal Scream, etc. “Starmaker marca nosso retorno, mas também uma busca por uma sonoridade mais tradicional e menos prog do que fizemos no álbum The Chaos Suite, algo mais conectado com nossas origens como fãs de heavy metal. Não quer dizer que daqui pra frente deixaremos de lado nossa veia progressiva, mas neste momento queremos ser mais heavy/power metal tradicional – e logo lançaremos mais sons! Estamos muito felizes que Starmaker vai ser lançada no festival da Roadie Crew, que também faz parte da história de todos os headbangers brasileiros! A nossa nova parceria com a Som do Darma também já está rendendo frutos e esperamos poder tocar em muitos lugares assim que tudo voltar ao normal. Esperamos que todos curtam Starmaker tanto quanto a gente!”, completou Colenci. Além do vídeo para o “Roadie Crew – Online Festival”, “Starmaker” também estará disponível em todas as plataformas de música a partir da mesma data. A arte da capa do single é assinada pelo artista Carlos Fides que já trabalhou com o Blackdome em “The Chaos Suite”, além de outras bandas renomadas como Evergrey, Kamelot, Noturnall, etc.
Enquanto não chega a sexta-feira 13 de Novembro, assista o videoclipe da faixa título de “The Chaos Suite”, dirigido pelo renomado Alex Batista: https://youtu.be/vLjk1cw6iYY
Carioca Forceps leva Death Metal ao Festival Online Extreme Sound Recordsnesta sexta 13
Da esq: Emmanuel Ivan (baterista), Doug Murdoch (vocal), Bruno Tavares (Guitarrista), Thiago Barbosa (Baixista) – Crédito: Daniel Croce
Sexta-feira (13) é dia do death metal do Forceps passar pela primeira edição do Festival Online Extreme Sound Records, selo e gravadora especializada no gênero e que agora promove mais um espaço para bandas continuarem mostrando música em tempos de shows suspensos. As apresentações, que começam as 20h, acontecem no youtube.com/extremesoundrecords.
A Extreme Sounds foi uma das responsáveis por lançar o álbum Mastering Extinction (2017), o mais recente do Forceps, quarteto que é oriundo do Rio de Janeiro e está na estrada desde 2006. Ao lado do Forceps, se apresentam as bandas nacionais e internacionais Incognosci, Verthebral, Sangre, Sacramentia Reversed, Coyote BadTrip, Dark Tower, Voracce, Ancestral Malediction, Disruption Path e Madness.
O evento contará também com falas de Max Kolesne (Krisiun), Silvio Golfetti ( Ex-Korzus / Voice Music), Luiz Louzada (Vulcano), Fernanda Ferrer (Atriz e Apresentadora), Jéssica Mar (Jornalista/Colecionadora), Thiago Zóio e Davi Araújo (Programa Metal Mania) e interação das bandas com o público durante a transmissão pelo Youtube e pelo Facebook ‘EuApoio o Metal Nacional’. São parceiros do festival a Reverbera Music Media e Estúdio 4ALL.
Sobre Forceps
Musicalmente influenciados por elementos diversos do Death Metal, como Brutal Death Metal, Grindcore e Technical Death Metal, Forceps traz em suas letras uma visão catastrófica do futuro debatendo e criticando a relação humana consigo e com o planeta.
Em seus 14 anos de estrada, Forceps fez shows pelo Brasil e uma turnê de 25 datas nos Estados Unidos. Já dividiu o palco com Cannibal Corpse, Napalm Death, Hatebreed, Brujeria, Krisiun, Torture Squad e Claustrofobia.
Na discografia tem “Corporeality” (2010), “Humanicide” (2012) e Mastering Extinction (2017). Forceps é Doug Murdoch (vocal), Emmanuel Ivan (bateria), Thiago Barbosa (baixo) e Bruno Tavares (guitarra).
Serviço
Forceps no Festival Online Extreme Sound Records Dia: 13 de novembro
Nesta quinta-feira (12) o Autoral Brasil da Kiss FM recebe a dupla de pai e filho Nando e Sebastião Reis para um papo ao vivo sobre suas experiências no mercado da música, às 20h, pelo dial 92.5FM e youtube.com/radiokissfmoficial.
Nando Reis, 57, é paulistano e por 20 anos esteve à frente dos Titãs como baixista. Ao deixar a banda em 2002, seguiu uma brilhante carreira solo que soma mais de 10 discos lançados, 12 indicações ao Grammy – 3 vencidos – e 6 milhões de cópias vendidas.
Multiinstrumentista, também foi produtor musical de Cássia Eller e dirigiu seu Acústico MTV, disco clássico da cantora. Pai de cinco, avô de 3, único ruivo dos irmãos, Nando é autor de canções eternizadas como “Relicário”, “All Star” e “O Segundo Sol”.
Sebastião Reis, 25, é paulistano. Começou a tocar violão na adolescência e nunca mais parou. Ao lado de seu irmão Theo forma o 2Reis, que tem um disco homônimo lançado em 2017. Participou das gravações do primeiro disco solo de Beto Bruno, ex-vocalista da Cachorro Grande.
Sebastião Reis (Crédito: Carol Siqueira)
Sempre acompanhou o pai nos palcos em ocasiões especiais, mas este ano Sebastião assume os violões ao lado de Nando de uma maneira especial, dando uma outra faceta interpretativa a canções que ficaram perpetuadas na voz do poeta ruivo.
Serviço
Programa Autoral Brasil Kiss FM recebe Nando e Sebastião Reis
Quando: 12 de novembro
Horário: 20h
Onde: Rádio Kiss FM 92.5 (SP) e para o mundo todo em
Em mais uma edição, “Roadie Crew – Online Festival” legitima a hegemonia da cena contemporânea de heavy metal no Brasil Em oito edições, mais de 120 bandas já passaram pelo festival, o que tem tornado mais evidente a pluralidade e qualidade da produção criativa de metal do país
A revista Roadie Crew, em parceria com a produtora Som do Darma, apresentam na sexta-feira, dia 13 de Novembro, às 19h30, a oitava edição do “Roadie Crew – Online Festival”.
O evento online, realizado mensalmente, dá continuidade à sua missão de celebrar e promover o trabalho das bandas brasileiras e fortalecer a cena do heavy metal nacional, sempre com transmissão “Streaming-Live” exclusiva pelo canal oficial da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv
Até aqui, mais de 120 bandas já passaram pelo festival, e centenas de outros grupos aguardam para se apresentarem em futuras edições. Isso tem tornado evidente que o Brasil tem, atualmente, quantitativa e qualitativamente, uma das melhores cenas de heavy metal do mundo, com todo respeito ao passado histórico das cenas de países como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Noruega, entre outros.
Essa oitava edição, referente ao mês de novembro, traz 16 bandas, todas apresentando conteúdo exclusivo e inédito. Os vídeos, um por banda, continuam sendo produzidos pelos músicos em suas casas, entretanto, com as medidas de flexibilização e reabertura gradual da economia, algumas bandas passaram a registrar seus vídeos ao vivo em estúdio.
As bandas confirmadas para esta edição são: Vulcano, Holocausto War Metal, Azul Limão, Pastore, Tribal Scream, Ancestral Malediction, Petallom, Panndora, Scalped, Expose Your Hate, Darkside, Blackdome, Hate By Hate, Ossos Cruzados, Setfire e Scud.
Os músicos de algumas das bandas participantes estarão online interagindo com o público durante a transmissão pelo Youtube. Essa edição também trará novidades com relação a dinâmica do festival e as apresentações dos blocos.
Serviço: “Roadie Crew – Online Festival” – 8ª Edição Data: 13 de Novembro de 2020 Horário: 19h30 Local: Canal da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv Bandas: Vulcano, Holocausto War Metal, Azul Limão, Pastore, Tribal Scream, Ancestral Malediction, Petallom, Panndora, Scalped, Expose Your Hate, Darkside, Blackdome, Hate By Hate, Ossos Cruzados, Setfire e Scud. Horários No Exterior (Time Zone): November 13th – 05:30 pm – Lima, Quito, Bogotá, Monterrey Time| November 13th – 06:30 pm – Santiago, La Paz, Asuncion, Havana, New York Time | November 13th – 07:30 pm – Buenos Aires, Montevideo Time | November 13th – 11:30 pm – London Time | November 14th – 12:30 am – CET and Johannesburg Time | November 14th – 01:30 am – Moscow Time | November 14th – 02:30 am – Dubai Time | November 14th – 05:00 am – New Delhi Time | November 14th – 06:30 am – Hong Kong Time | November 14th – 7:30 am – Tokyo Time | November 14th – 8:30 am – Sidney Time
O sucesso de um show, espetáculo, festival ou feira está diretamente relacionado com a circulação de público. Sendo assim, desde que medidas de distanciamento social para conter a pandemia do novo coronavírus foram colocadas em prática no Brasil, em março de 2020, o setor de eventos está entre os mais prejudicados. Justamente pela característica de promover o encontro entre pessoas deve seguir em um cenário de incertezas e prejuízo, pois mesmo uma retomada exigiria protocolos que restringem o número de gente na plateia e também de profissionais envolvidos na organização. É justamente esse segundo grupo, conhecido por “graxa” e fora de cena há mais de seis meses, que tem sofrido nos bastidores. Enquanto a crise no setor já é notória, uma gama de trabalhadores que atuam no meio (como roadies, iluminadores, produtores, assistentes de palco, seguranças etc) sofre sem reconhecimento. E diferentemente de quando estão em ação nas coxias, em que o anonimato é condição para o bom andamento dos trabalhos, a invisibilidade do momento só revela falta de perspectiva e de políticas adequadas para atravessar a fase ruim.
— Esse filme é uma reflexão surgida de conversas com amigos que trabalham no setor que, assim como eu, foram seriamente afetados por essa parada brusca nas atividades. Milhares de profissionais ficaram sem trabalho e sem perspectiva, e ainda não existe um plano de retorno. Isso nos faz questionar as condições de trabalho no mercado e também o futuro das nossas carreiras — avalia o Sérgio, que também atua como diretor e produtor audiovisual.
Conforme pesquisa nacional, feita pela União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe) e a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 98% do setor de feiras, congressos e eventos foi afetado pela paralisação das atividades devido ao covid-19. O estudo foi divulgado em abril e teve participação de mais de 2,7 mil entrevistados. Cerca de 62,5% das empresas esperavam reduzir o faturamento entre 76% e 100%, outras 9% previam queda de receita de 51% a 75%, enquanto 4,5% alegaram que o faturamento iria cair entre 26% e 50%.
É preciso destacar que esses números têm relação direta com 7,5 milhões de empregos (diretos, indiretos e terceirizados), de acordo com o II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil — 2013, realizado pelo Sebrae. A mesma avaliação revela ainda que o setor responde por 4,32% do PIB nacional.