Banda Cais Virado lança nova música que une lambada bossa nova e rock – single “Trombetas”

BANDA CAIS VIRADO, DE BELÉM DO PARÁ, LANÇA “TROMBETAS”,

MÚSICA QUE UNE LAMBADA, BOSSA NOVA E ROCK. 

        O grupo musical paraense Cais Virado, formado por Keila Monteiro (voz), Bruno Rabelo (guitarra), Raniery Pontes (bateria) e Príamo Brandão (baixo), acaba de lançar nas principais plataformas digitais de streaming, o Single “Trombetas”. O título da canção é uma homenagem ao rio homônimo que atravessa uma vasta região amazônica, o noroeste paraense, área considerada um dos maiores santuários ecológicos do planeta, com inúmeras reservas indígenas, quilombos e riquezas minerais. E também por ser uma área tão rica, gera cobiça, e está constantemente ameaçada por projetos “desenvolvimentistas” e predatórios, estranhos à região, inclusive do atual governo federal, com sua “antipolítica” ambiental. A letra da música retrata um panorama imaginário da vida interiorana da região norte, a chamada vida “ribeirinha’, onde há uma  tranquilidade frontalmente oposta à correria do urbanismo desenfreado das capitais.  Musicalmente, “Trombetas” une elementos da lambada/guitarrada, do carimbó de Pinduca, bossa nova, caribe anos 60/70 e fragmentos do rock. A produção da música foi realizada pela banda e o guitarrista/produtor Diego Fadul. Já a capa do single, é uma criação da artivista paraense Caroline Nogueira, cujo  foco são colagens sobre Negritude.

       Nas plataformas digitais é possível acessar a canção oficial, e uma versão instrumental da mesma.    Importante mencionar que “Trombetas” foi produzida respeitando as regras vigentes do distanciamento social devido a pandemia do coronavirus: cada músico contribuiu na realização da canção, em sua respectiva residência.
       Para ouvir a canção: https://tinyurl.com/caistrombetas
       No anexo, foto de divulgação (de Karina Paes) e a capa do single.

FICHA TÉCNICA CANÇÃO “TROMBETAS”:

Autoria: Bruno Rabelo, Keila Monteiro e Raniery Pontes;

Capa (arte) do single: Caroline Nogueira;

Produzido por Diego Fadul e Cais Virado, em Belém do Pará;

Gravação: estúdios Na Figueredo , StudioZ e 40 Horas;

Engenheiro de Som: Thiago Albuquerque;

Direção de Gravação: Félix Robatto;

Mixagem e Masterização: Diego Fadul;

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         Formada em 2013, na cidade de Belém do Pará,  a banda Cais Virado reúne uma multiplicidade de referências dentro do universo da música popular autoral. Em suas canções com letras poéticas, o grupo transita desde a guitarrada e rock à multifacetada música africana.

            Bruno Rabelo, o guitarrista, tem uma trajetória ligada ao rock e a guitarrada: foi integrante do grupo Cravo Carbono, da banda base de Mestre Vieira,  além de ser coordenador do Clube da Guitarrada em Belém, e produzir atualmente o guitarreiro Aldo Sena. Na bateria, Raniery Pontes (ex integrante da banda punk paraense Delinquentes) experimenta novos ritmos com vigor de um aficionado por metal matemático e música eletrônica. No contrabaixo, Príamo Brandão é um músico de carreira consolidada, tendo tocado com inúmeros artistas locais e nacionais tais como  Toninho Horta e Guinga, entre outros. E Keila Monteiro, vocalista e principal letrista, já transitou no rock experimental, no punk e na pesquisa acadêmica em música.

            Em 2014 o grupo conquistou o primeiro lugar entra mais de 100 bandas no festival/concurso CCAA Fest. Participou de importantes festivais regionais e mostras musicais como: Rock Rio Guamá 2013, Virada Cultural 2014, Seletivas Se Rasgum 2014/2016, e  Psica Festival 2018. 

            Lançou, em maio de 2018, o disco “Amor em Tempos de Agora” (selo Na Music). O álbum , produzido por Félix Robatto, entrou na lista dos 10 melhores discos brasileiros de 2018 do importante selo Senhor F, figurando ao lado de nomes nacionais como Elza Soares e Cordel do Fogo Encantado. Já o segundo álbum da banda, “Mulher Mar”,  está em pré produção, com lançamento previsto para o início de 2021. 
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MULHERES BRUTAIS: A Realidade das Vocalistas do Som Extremo

O dia é o “mundial” do rock que só é comemorado no Brasil, mas isso não é demérito, pois o nosso país é extremamente rico quando se trata de bandas em suas mais variadas vertentes. Quando fazemos o recorte para o underground, o cenário fica ainda mais atrativo, na medida em que o não vínculo com os modelos prontos de sucesso de gravadoras e mídia mainstream reforçam a criatividade das bandas.

Nessa data, eu quis trazer um assunto que não é tão explorado pela mídia (mesmo a independente que em muitos momentos comete deslizes por resquícios de machismo ou por qualquer outro motivo): o vocal extremo feito por mulheres.

Tati Klingel – Foto por Melissa Giowanella

É natural que ao conhecer bandas de vocais femininos no metal ou mesmo no hardcore, se associe os timbres mais palatíveis, ou, eventualmente o berrado como no caso do riot grrrl (e nem isso é uma regra). A imagem da mulher na música por si só já afasta alguns headbangers da ação de “soltar o play” ou comparecer a um show, sem mesmo ouvir o som da banda. Isso sem contar as inúmeras ações patéticas que nós, homens, tomamos ao conhecer mulheres no som extremo, como as famosas entrevistas para saber se a ela realmente curte som, a sexualização, elogios ao corpo e visual, deixando de lado o essencial, que é o som, dentre tantas outras.

Um dos exemplos que eu gostaria de ressaltar é o “elogio”. Quem de nós, ao se deparar com uma vocalista que use técnicas como o gutural, por exemplo, não falou ou não ouviu algum amigo dizer que “o vocal é mais grave que de homem”, ou que “canta mais grosso que macho”, ou fez piadas sobre como seriam os “orgasmos em gutural”? Peço perdão pelos exemplos esdrúxulos, mas isso é algo bem comum, e que poucos entendem não ser elogio e muito menos que seja uma piada engraçada. Pelo contrário.

Exaltamos muitas vocalistas como Angela Gossow, ex-Arch Enemy e Candance Kucsulain, do Walls of Jericho. Falamos de professoras estrangeiras como Melissa Cross, que guia grandes nomes do metal nos Estados Unidos. Mas pouco nos referenciamos com nomes nacionais que são de muita qualidade.

Para falar sobre o vocal extremo feminino, conversamos com duas professoras de canto, que são especializadas em vocais do gênero, sendo uma delas também vocalista e mais duas convidadas do cenário hardcore e metal.

INÍCIO NO VOCAL EXTREMO

Nata a frente da Manger Cadavre? – Foto por Pei Fon


Nata Nachthexen e Steph Nusch são dois exemplos de vocalistas que variam timbres dentro do extremo. A primeira dentro do hardcore e a segunda, no metal possuem trajetórias divergentes, mas que convergem em alguns aspectos. Há quase uma década à frente da Manger Cadavre?, Nata só pôde contratar aulas particulares nos últimos dois anos e isso fez uma enorme diferença em suas músicas.

“Quando eu comecei na banda, não sabia tocar nada, mas meu melhor amigo queria que eu fizesse parte. Então foi ele quem me ‘ensinou’ a cantar incialmente. Por sorte, eu encontrei uma maneira de berrar e urrar que não machucasse as minhas cordas vocais, no entanto, por não ser a maneira correta, eu saía exausta dos ensaios e shows e não tinha muita potência. Era tudo muito novo e no correr dos anos percebi que cheguei ao meu limite de evolução autodidata”, conta Nata sobre como encontrou seu vocal.

A falta de referências femininas no meio é outros fator impeditivo para que tenhamos tantas vocalistas extremas no país. Steph, que é a frontwoman da banda Inraza, por sua vez, teve como principal dificuldade a falta de autoconfiança. Ela indicou que o medo da exposição e de se machucar ao fazer os vocais, por não possuir conhecimento de técnicas, foram os principais pontos que a impediram de começar antes.

Tati Klingel que foi vocalista da Mercy Killing e atualmente está à frente da banda Hokmoth de Black Metal e, recentemente, trouxe ainda mais brutalidade para o death metal da Divine Pain, também é professora de canto. Ela nos contou um pouco sobre o processo para exercer as duas funções, pois uma das maiores dificuldades que encontrou, foi a busca de profissionais que a guiassem nesse estilo para que ela berrasse e não colocasse sua saúde vocal em cheque.

“Eu comecei como vocalista há 17 anos atrás, e em um momento senti a necessidade de aprimorar técnica vocal. Comecei a fazer aulas de canto lírico, e depois de 6 anos estudando, consegui entender como eram produzidas as distorções vocais. A princípio ensinava de brincadeira para alguns amigos, até que surgiu a oportunidade de ensinar profissionalmente, por indicação da minha professora Sandra Bahr. Levo comigo todos os aprendizados que tive com ela, e com o tempo fui aprofundando ainda mais os conhecimentos vocais. Quando fiz parte da Mercy Killing, consegui entender muito bem como era o processo de cantar frases muito longas e rápidas, e com a Hokmoth e a Divine Pain eu priorizo texturas vocais, além de transição de graves e agudos. Com o tempo procurei transformar uma linguagem técnica em algo mais sensitivo, fazendo com que a pessoa crie um autoconhecimento do seu corpo. Não paramos para pensar quando estamos respirando, e para cantar precisamos contrair músculos específicos da respiração. Apenas o fato de a pessoa prestar atenção em sua respiração, e sentir todos os músculos que se contraem, já cria uma estrutura apropriada para soltar a voz.”

Tati Kinglel no Maniacs Metal Meeting. Foto de Melissa Giowanella


Já a professora Luane Caravante (que também é professora da Nata e muitas outras vocalistas excelentes, como Elaine Campos, que já falamos aqui no blog) nos contou que, assim como a Tati, a maioria de seus alunos são mulheres, pois seu networking é mais voltado a esse público. No entanto, ela nos elucidou que a busca por aperfeiçoamento vocal é maior quando se trata de mulheres, pois a cobrança em cima das mesmas é mais pesada que para homens. É preciso estar sempre em evolução, pois as críticas são mais ferozes.

ERROS E VÍCIOS VOCAIS

Um dos principais problemas de quem se aventura no campo do gutural, pig squeals, drive ou mesmo os berros, é perder a voz após os ensaios e shows. Diferente de Nata, que foi aprendendo no dia a dia e buscou aulas para aperfeiçoamento, Steph nos contou que sempre teve essa preocupação e buscou apoio com a professora Mylena Monaco (que também é vocalista da banda Sinaya).

Nata nos abriu que um de seus maiores problemas antes das aulas, era conseguir fazer uma longa sequência de shows com a mesma potência ou mesmo manter-se firme perantes as mudanças climáticas de um estado para o outro. No final das tours, os graves permaneciam, mas muitas vezes sem a explosão que é um dos grandes fortes de sua performance. Isso foi corrigido com exercícios de aquecimento e impostação correta da voz, pois a mesma usava o peito e não o palato mole. Steph indicou o fôlego como o maior deafio que precisou aprender a lidar nesse tipo de vocalização.

“É necessário entender como controlar melhor a respiração e a administrar o ar. Fora isso, a presença de palco. Precisei assistir a muitas referências e a começar a fazer exercícios físicos regularmente pra aguentar o “tranco” que seria fazer um show ao vivo, uma performance mesmo.”

Steph com Inraza – Foto: Divulgação Facebook


Luane nos indicou que os grandes erros que os vocalistas em geral executam ao adentrar a esse campo são utilizar força excessiva na vocalização, impostar totalmente na garganta e, literalmente, gritar e puxar o ar para emular distorção. Tati explicou um pouco mais sobre esses vícios:

“Os motivos de aparecerem vícios de voz são muito variados. Em iniciantes, quando a pessoa arrisca aprender sozinho ou apenas olhando vídeos na internet, acaba apertando a laringe na tentativa de deixar a voz “rouca” para tentar produzir um gutural, causando um estresse nas pregas vocais. Ou quando a pessoa canta há muitos anos, mas nunca fez aula de voz, tem novamente o problema de tensionar a laringe, e normalmente, esta tensão tem relação com a respiração que não está sendo feita de forma consciente. Dependendo do tempo que a pessoa canta, pode demorar mais para deixar o vício de tensionar a laringe na produção de distorção vocal. Porém, com paciência e bastante exercício, é tranquilo para “ajeitar” as técnicas.”

VÍDEOS COM DICAS E SEUS PERIGOS

Muitos vocalistas, sejam homens ou mulheres recorrem a canais no YouTube que dão dicas de como cantar. Assim como alertou Tati, a prática pode ser perigosa, pois, ao não contar com um profissional que estará atento a todas as questões que envolvem a vocalização, pode-se estressar as pregas vocais. Tratando o assunto como se fosse uma receita padrão, por mais que sejam bem-intencionadas, as dicas podem ser nocivas.

Nata diz que quando pedem dicas a ela, a única resposta possível é: faça aula, ou tente sozinha mas com cuidado. Ela não gostaria de ser responsabilizada por um dano a voz de alguém. E ela está correta em recusar-se, pois eles podem ser graves. Luane concorda com Nata e diz que esses canais não dão a base em técnica vocal necessária para que o aluno entenda sua musculatura e execute os exercícios corretamente, e também porque não á suporte de um profissional para apontar os erros, nisso há sim o perigo do cantor se lesionar nos treinos, desenvolver vícios e até aprender técnicas incorretas.

Além disso, muitos desses canais não são de pessoas com capacitação no ensino de canto, nisso certos métodos podem ser arriscados. Steph diz que não acompanha nenhum e que também indica a prática de aulas, no entanto aponta o fato de que a maioria dos grandes vocalistas do estilo que nós conhecemos também não desenvolveu a técnica de maneira assistida, mas é preciso respeitar alguns limites.

EXISTE VOCAL EXTREMO FEMININO OU MASCULINO?

Como iniciamos o texto, é uma prática comum comparar as vocalistas do extremo com homens, no elogio que acaba soando pejorativamente, de que “berram mais que homem”. Mas existe uma diferença biológica nesse tipo de vocal? As profissionais da área explicam:

“Toda e qualquer pessoa consegue fazer vocal extremo, isso não depende do sexo. Apenas há uma diferença de timbre vocal, a qual tem relação com o alcance de graves e agudos, que por sua vez tem relação com a anatomia da laringe. Quando observamos crianças conversando, dificilmente iremos conseguir diferenciar o timbre vocal feminino ou masculino. Apenas começamos a notar a diferença a partir da primeira muda vocal, que ocorre na adolescência, devido a mudanças hormonais, a qual é condicionada geneticamente. Na puberdade, em ambos os sexos ocorre uma diminuição da tonalidade, caracterizando a voz adulta. A tonalidade da voz adulta é algo muito individual, e em geral, as pregas vocais masculinas são mais grossas e elásticas, vibrando em menor frequência. Em contrapartida, pregas vocais femininas são mais finas e tensas, vibrando em frequências mais altas. Mas isso não impede de homens cantarem em tons muito agudos, ou seja, treinarem a capacidade de “esticar” as pregas vocais, assim como mulheres fazerem voz mais graves, “encurtando” suas pregas vocais. Sendo assim, ao longo dos anos observei que homens tem mais facilidade de fazer vocais extremos mais graves, enquanto que mulheres apresentam mais facilidade de fazer vocais extremos mais agudos. Porém, com um trabalho de fortalecimento de musculaturas da laringe para aumento de alcance vocal, ambos os sexos conseguem atingir vocais extremos de todas as tonalidades (grave, médio e agudo).” Explica Tati.

Luane Caravante – Professora com 12 anos de experiência em canto e composição

“A diferença é a extensão (o quanto você consegue cantar do seu extremo grave até o extremo agudo) que pode variar conforme o sexo pela constituição da musculatura do trato vocal.  Porém isso é relativo dado que existem mulheres com extensōes com bons graves (meu caso inclusive) e homens com excelente alcance de agudos, todos oriundos de treino. Lembrando que em gutural nós trabalhamos com timbres, não notas, e isso faz com que a distorção nas frequências torne um tanto irrelevante o gênero.” – completa Luane.

Steph acrescenta que há um preconceito de gênero no ambiente. Sempre que uma mulher ousa desafiar papeis desempenhados, acaba incomodando muitos homens, principalmente aqueles com a masculinidade frágil. Nata, por sua vez, diz que a mulher precisa ser três vezes mais qualificada para permanecer nesse ambiente.

“O cenário extremo é complicado, na medida em que é majoritariamente masculino. Quando uma mina está à frente de uma banda, o primeiro comentário será sempre relacionado a sua aparência física, depois a análise do vocal será duramente mais implacável que a para um homem e, em terceiro lugar, a postura será sempre julgada. Se é mãe, não deveria ter banda, pois deveria estar com os filhos. Se é namorada ou esposa, está se aparecendo pra um monte de macho. Se é educadora, não está dando bons exemplos para os alunos e assim vai. Há um julgamento que objetifica o corpo como propriedade, a análise da qualidade vocal (como se todas tivéssemos o mesmo tempo e dinheiro disponível para nos dedicar ao aprimoramento do vocal, mas ai já entramos na questão de divisão sexual do trabalho) e por fim, o moral (por mais bizarro que seja). – Desabafa Nata.

“É muito comum eu ouvir das pessoas que elas não esperavam que essa voz saísse de mim (risos). O vocal extremo está parando de ser mistificado só agora. Acredito que isso aconteça devido às mulheres, que estão tendo mais destaque na cena e mostrando como é tudo uma questão de técnica.” – Comenta Steph.


CRESCIMENTO DE MULHERES COM VOCAIS EXTREMOS NA CENA BRASILEIRA

Apesar do recente crescimento no número de mulheres com vocais extremos no Brasil, o número ainda baixo se comparado ao de homens. Nata nos orienta a buscar a página União das Mulheres do Underground para conhecer o trabalho dessas mulheres.

Luane resume a causa em apenas uma palavra: machismo. Ela acrescenta que mulheres são desacreditadas como ouvintes, compositoras e performers de música extrema. “Você precisa cantar 10 vezes melhor que um homem na mesma posição, e sofrerá 100 vezes mais cobrança caso cometa algum erro, por menor que seja. Sua roupa, postura e fala são constantemente analisados”. Há ainda a questão de ego e disputa de atenção, ela conclui: “Bandas majoritariamente masculinas tendem a recusar vocais femininos também com a desculpa de que tiraria o foco da dos instrumentistas. Eu mesma tive problemas e encontrar bandas pois, quando conseguia, não podia contribuir com nada além da voz, mesmo tendo educação musical e compondo.”


Mesmo com o ambiente que pode soar com certa hostilidade, há uma rede de apoio para mulheres que queiram começar a cantar no estilo mais brutal. Além da União das Mulheres no Underground (Instagram @uniaodasmulheresnounderground), Tati indica os canais Headbangueira (Instagram @headbangueira), Lvna (Instagram lvna.art), Garotas do Front (@garotasdofront), entre outras. Nesses espaços você encontratá a maior parte das bandas em atividade com mulheres no front.

UMA POR TODAS E TODAS POR UMA

Sabemos que nem sempre é possível fazer aula devido a condições financeiras. Por isso, nossas entrevistadas deixaram algumas sugestões para que você comesse!

Nata Nachthexen:

“Busque conhecimento! Antes de sair berrando, procure canais de professores. Por mais que não seja tão efetivo como contar com alguém que está ali junto com você, é mais seguro para a sua saúde vocal seguir conselhos de quem é profissional na área e não apenas um vocalista. Eu, geralmente não dou dicas, pois não conto com o embamento teórico necessário para isso. Comecei assistindo os DVDs da Melissa Cross que me ajudaram até certo ponto, depois aprendi algumas coisas por conta por tentativa e erro (se tava doendo, tava errado, mas a ausência de dor não significava que estava correto), mas só consegui uma evolução notável depois que comecei as aulas com a Luane. Mas esse processo demorou 7 anos, até que eu tivesse alguma estabilidade financeira para isso.”

Steph Nusch:

“Tente ter bastante consciência do seu corpo. Se doeu, para. Tá errado. Não é pra machucar, em hipótese alguma. Entenda que o microfone faz um papel muito importante. O som que você vai fazer é muito mais baixo do que você imagina, e o microfone que vai fazer ele ficar mais encorpado e alto. Além disso, todas as gravações que você ouve tem muuuuitas dobras de voz pra soar daquele jeito. Então não exceda os seus limites, porque muito disso é ou tratado pela mix e master, ou, no caso do ao vivo, potencializado pelo microfone mesmo.”

Luane Caravante:

“Não imitem o estilo vocal de ninguém, procurem material sobre fisiologia da voz, exercícios de aquecimento, respiração, articulação, e crie uma rotina para estudo. Treinem primeiramente canto popular (limpo), não se exceda e, se puder, peça orientaçōes para amigos que já cantem profissionalmente. Não caiam em “cante gutural em 5 minutos” no Youtube. Procurem oficinas de canto em centros culturais (algumas atualmente são online) e canais de professores de música com orientaçōes sérias. Com o tempo, é possível inserir as distorçōes na sua rotina, até chegar no gutural e suas variantes.”

Tati Klingel

“Bom, a maneira como eu comecei não era a mais indicada, mas eu não seria vocalista de banda se não tivesse arriscado imitar vocalistas que tinham uma técnica muito boa de gutural. Então, o que eu posso recomendar é: tenha coragem, arrisque, vai lá e faça. Mas claro, com cuidado, sinta tudo o que você está fazendo, procure referência em vocalistas que você sabe que são técnicos. E quando tiver condições, procure um profissional para te ajudar, pois isso irá fazer com que você evolua ainda mais. Comigo foi assim, eu arrisquei, e fiz, mas chegou um momento em que eu precisava e podia investir para melhorar. Monte banda, cante em karaokê, cante no chuveiro, cante com os amigos, cante no show, viva cantando, que só a prática vai fazer você conseguir mostrar a voz para o mundo.”

Luane está com uma ação em que responde gratuitamente algumas dúvidas sobre vocais extremos em seu Instagram. Siga @lcaravanteaulasdecanto e fique por dentro das orientações de quem sabe!



Sádica Utopia Convergente: O Bom e Velho DeathGrind!

Conversamos um pouco com o pessoal da banda SUC, deathgrind do interior paulista, que conta com um posicionamento bem marcado, letras conscientes e instrumental visceral. Confira!

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé, árvore, planta e atividades ao ar livre

Verificamos que a baixista Egiliane começou a banda, deixou por um momento e retornou. Fale um pouco sobre a formação também. 

R: Primeiramente, gostaria de agradecer pela oportunidade de divulgar o trabalho da S.U.C. neste blog. Quem teve a ideia inicial de montar a SUC foi a Letícia, porém, consideramos o início da banda com a formação em quarteto com a Egiliane no baixo, Alice na Guitarra, Letícia nos vocais e eu Guilherme na bateria. Com essa formação que vieram os primeiros registros, primeiros shows e o primeiro EP lançado em 2016, intitulado com o nome da banda, “Sádica Utopia Convergente”. Ao longo dos anos a SUC contou com diversas formações que, de uma maneira ou de outra, influenciaram muito na nossa sonoridade. Essa formação atual está ativa desde o final do ano passado e sem dúvida alguma é a formação definitiva da banda. 

A banda, como em todo bom e velho grindcore, é posicionada politicamente. Como tem sido para vocês a vivência de um momento histórico tão conturbado, com a ascensão do fascismo? 

R: Cara, na verdade o que estamos vivendo é um pesadelo terrível. Pandemia que veio para exterminar os pobres e um mundo cada vez mais opressor e fascista. As pessoas de fato perderam a vergonha de reproduzir discursos preconceituosos e a internet potencializou tudo isso pro mal. Porém, esses fatos estão trazendo a tona uma emancipação dos movimentos sociais e de minorias. No caso do underground, vejo uma cena renovada por uma molecada muito mais ativa politicamente do que há 15 anos (época que eu comecei a gostar de som) e isso é extremamente positivo, não só para a cena coletiva e sim para cada indivíduo. 

A SUC é uma das poucas bandas do cenário extremo que além de duas mulheres, conta com integrantes pretos (o que para mim é muito importante, visto que mesmo morando em Recife, a cena é muito embranquecida). Essa é uma pauta nas letras de vocês? Há outras bandas extremas que contam com integrantes pretos e que abordam a temática racial em suas letras? Poderiam indicar? 

R: Excelente pergunta! Bom, infelizmente o underground ainda é um espaço bastante branco e elitista. Por mais que tenha pessoas bem intencionadas, o racismo é muito forte e presente como em qualquer espaço social. A SUC sempre foi uma banda que englobou diversos tipos de pauta, tem letras que falam sobre o racismo, machismo, homofobia entre outras questões que afetam demais a evolução de uma sociedade, até porque a banda é composta por pessoas que sofrem isso diariamente. 

Sobre a indicação, eu gostaria de recomendar o projeto Quilombo do meu grande amigo Panda Reis (Oligarquia/Armagedom/Brigada do Ódio), é uma banda de Death Metal contra o racismo. Já existem outras bandas de metal que trazem a temática racial, porém quando eu vi esse projeto foi a primeira vez que me senti representado de fato. Tem também a iniciativa “Preto no Metal”, que traz inúmeras bandas com integrantes negros em suas redes sociais e muitas abordagens sobre o racismo no mundo. Bandas e projetos como esse são extremamente importantes para a representatividade, pois através desses projetos muitos homens e mulheres pretas vão ver no underground uma canalização de protesto, empoderamento e conscientização. 

Vocês liberaram a faixa “Noisexcrementor” do próximo trabalho que irão liberar. Fale um pouco sobre o que está por vir. Serão quantas músicas? Sairá em material físico? Qual é a temática das letras?

R: Fizemos o lançamento desse primeiro full álbum da S.U.C na penúltima semana de junho. O álbum chama-se “Cartilha da Dor” e traz 14 sons, incluindo praticamente todos os sons que lançamos nos EPs anteriores, porém com uma qualidade de gravação muito melhor, e mais 3 sons novos feitos pela formação atual. Agora no final de junho/início de julho, faremos o lançamento nas plataformas digitais, mas pretendemos lançar o material físico também! Estamos em contato com alguns selos, dependeremos do apoio deles para que esse lançamento físico seja feito, senão ficaremos apenas nos streamings nesse primeiro momento. Bom, como são músicas e letras feitas em 2014 até 2019, a temática é a denúncia de todo o sofrimento, preconceito, desigualdade que enfrentamos no país, principalmente ao levarmos em consideração o genocídio que começou com a colonização europeia e que se estende até os dias atuais com os mesmos alvos. 

Como a pandemia afetou os planos de vocês?

R: A gente planejava tocar mais, fazer o lançamento do CD em shows, ainda mais nesse momento que saímos do estado de SP e fomos até MG, então esperávamos conhecer mais cidades e estados também, ampliar essa troca e fazermos novas amizades que o underground proporciona. Nós também começamos a compor novos sons em fevereiro, espero que a gente possa se reunir e compor mais sons juntos ainda esse ano. Mas acredito que essa pandemia pode estreitar os laços e que novas iniciativas virão, incluindo iniciativas sociais para que possamos, através do nosso protesto, ajudar e resistir. 

Indiquem 3 bandas independentes que vocês ouvem e realmente curtem o som e 3 bandas maiores que sejam de influência do som vocês.

R: Indicamos a Vermenoise, um trio de Sorocaba (SP) de Grindcore, uma banda que sempre caminha lado a lado nosso, nos dão uma força absurda e que conta com a Chris nos vocais que, além de tudo, é uma excelente artista visual. Indicamos a P.S.G (Poluição Sonora Gratuita), também um trio de Grindcore/Mincecore de Taubaté (SP), grandes amigos nossos que nos deram muito apoio e organizam o Taubaterror anualmente, trazendo bandas barulhentas do Brasil todo. E a última indicação de banda independente é a Industrial Holocaust, outro trio aí pra compor esse quadro, fazendo Noisecore desde 1991 e que também fortalecem muito o Underground brasileiro com a organização do São Caos, festival Underground anual, que conta com bandas nacionais e internacionais da cena. Já as bandas que nos influenciaram, não pode faltar o Napalm Death, Terrorizer e S.F.C, uma baita influência e também indicação nossa, banda de Grindcore de Lima (Peru), na ativa desde 2004 que conta com a Alice nos vocais sombrios. 7-

Obrigado pela atenção, esse espaço é de vocês.

R: Agradecemos muito ao convite, participar desse espaço é muito importante para nós, que vocês tenham muita força para continuarem com essa iniciativa e que em breve possamos nos encontrar pessoalmente nas gigs. Cuidem-se!

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Resenha: Rest in Chaos “Trapped by Yourself”

A banda de metal catarinense lançou o álbum “Trapped by Yourself”, que conta com regrações de músicas do primeiro EP e mais inéditas. A banda vem se destacando no underground sulista, com um som muito bem executado, e grandes shows, como na abertura do Brujeria, em 2019.

A gravação foi feita no Undercave Studio, com Mix/Master : Julio Miotto (Faixas 01 à 06) – Adair Daufembach (Faixas 07 à 09). A arte de capa é assinada por Pedro (@ars.moriendee).

PRESO POR SI MESMO – FAIXA A FAIXA

“I Need a Reset” inicia o álbum palhetadas do thrashmetal e elementos de death metal, com uma precisão extrema, que dá lugar a uma cadenciada, no momento em que o vocal exclama que precisa resetar.

Na sequência temos “Shallow Happiness” que continua na pegada rápida de bateria, riffs que empolgam e nos chamam para o circle pit. Esse som conta até com uma parte de palhetadas do black metal, provando que a Rest in Chaos não tem medo de experimentar e inovar em seu som.

“Let Me Rest” chega na sequência com uma pegada mais thrashcore, com passagens que pedem pelo pogo. Destaque para a bateria que conta com diversidade e entusiasmo. Se você quer descansar, esse som vai te fazer sentir justamente o contrário.

O quarto som do álbum é uma metralhadora de peso. “Bells of Destruction” conta com um vocal desgraçado, que dá até medo! Aqui temos uma bateria que os fãs de Krisiun iriam curtir muito, a pegada death metal do som, me fez escolher esta, como a melhor faixa do álbum.

“Worship Machines” é uma das regravações que cresceram demais nesse trabalho. Com muito mais peso e velocidade, temos linhas de baixo muito marcantes e riffs que pesam uma tonelada.

Na sequência temos “The Perfection” que é um som mais torto, indicado para fãs de Gojira e Decapitated. É um misto de djent, death metal e thrash metal mais moderno.

“Ego Riser” que ganhou um clipe fuderoso, é um ótimo som, que também conta com linhas tortas e brutais. É o death/thrash que o brasileiro gosta, meus queridos.

“Artificial” que saiu como single em outubro de 2019, já antecipava a nova roupagem das músicas do Rest in Chaos: extrema qualidade técnica e energia de sobra. A letra fala sobre a falsa busca por sucesso, em que nós, humanos, começamos a montar versões artificiais de nós mesmos. Nos lembrando de que nem tudo que você venera pode ser real. O destaque do som vai para as quebradas que me lembraram algumas passagens de Meshuggah.

Perto de encerrar o álbum, temos outro grande som que merece destaque: “Look at Me”. Linha criativa de cordas e bateria frenética. Aliás, a bateria é definitivamente o grande destaque de todo o trabalho, sem desmerecer a execução dos demais instrumentos e vocais que também estão insanos.

Por fim, “Unfollow” é um som auto sugestivo, em relação a letra. Se inciando com um clima tenso, nos remete a uma marcha fúnebre, com a morte do outro na ação de deixar de seguir.

A banda está em busca de selos que queiram adquirir uma cota de prensagem do material que sairá em CD.

Redes Sociais
Facebook – https://www.facebook.com/restinchaosofficial
Intagram – https://www.instagram.com/restinchaosofficial
Twitter – https://twitter.com/Restinchaosoff2

Ouça nas plataformas:
Bandcamp – https://restinchaos.bandcamp.com/
Spotify – https://spoti.fi/2XeeY9t
Deezer – https://bit.ly/3cHti0I

Segunda edição do “Roadie Crew – Online Festival” acontece nesta sexta-feira

Evento será transmitido via streaming-live pelo Youtube e reunirá 16 bandas brasileiras de rock/metal

A revista Roadie Crew, em parceria com a produtora Som do Darma, apresentam nesta sexta-feira, dia 15 de Maio, às 18h, a segunda edição do festival online “Roadie Crew – Online Festival”.

Idealizado com o objetivo de incentivar o isolamento social e movimentar a cena brasileira de rock/metal durante o período de quarentena por conta do novo coronavírus, o evento será transmitido no formato streaming-live exclusivamente através do canal oficial da Roadie Crew no Youtube: www.youtube.com/roadiecrewmagtv

Serão 16 bandas diferentes, todas apresentando conteúdo exclusivo e inédito. Os vídeos, um por banda, são, na maioria, caseiros, produzidos pelas músicos em suas casas, durante o período de quarentena. Vídeos de colaboração, playthroughs, solos, gravações ao vivo inéditas – filmadas antes do início da quarentena – entre outros formatos pouco comuns.

“Pedimos desculpas a todos, pois, na edição inicial, o primeiro cartaz de divulgação falava que seria ao vivo. Porém, destacamos que não se trata de live (AO VIVO). Estamos em isolamento, com as bandas e suas equipes não tendo condições para se juntarem para tocar ao vivo”, esclarece o editor da revista Roadie Crew, Claudio Vicentin. “Desta vez, a transmissão será no formato streaming-live. Quem já está inscrito em nosso canal, vai receber o aviso da pré-estreia e ser avisado assim que o streaming iniciar. Se ainda não se inscreveu nosso canal, acesse www.youtube.com/roadiecrewmagtv inscreva-se e ative o sininho para receber as novidades.”

O gestor e produtor cultural Eliton Tomasi, da Som do Darma, ainda adianta que, assim como na primeira edição, no intervalo entre os vídeos haverão novamente convidados especiais.
“Continuamos com a ideia de movimentar a cena brasileira de rock/metal nesse período de quarentena, e isso inclui, além das bandas e público, toda cadeia de outros atores, como produtores, jornalistas, designers, lojistas, empreendedores, etc. Dessa vez, porém, daremos um destaque às mulheres, com oito apresentadoras. Seria gratificante realizar uma edição do festival apenas com bandas com mulheres em sua formação, mas, lamentavelmente, não temos uma quantidade suficiente de bandas com mulheres no Brasil para isso. Esperamos, então, que as apresentadoras dessa edição ajudem a incentivar para que mais mulheres formem novas bandas e ocupem o espaço que a elas pertence.”

As 16 bandas confirmadas para essa segunda edição do “Roadie Crew – Online Festival” são: Project 46, Edu Falaschi, Matanza Ritual, Oitão, Taurus, Amen Corner, Malefactor, About2Crash, Sinaya, Kamala, Ignispace, Hicsos, Sunroad, Warshipper, Kiko Shred e Hammathaz. Os músicos de algumas das bandas participantes estarão online interagindo com o público durante a transmissão pelo Youtube.

Outras edições do festival serão anunciadas em breve.

Mais Informações:
www.roadiecrew.com.br

www.somdodarma.com.br
https://www.facebook.com/events/712372489567209 (Evento Facebook)

Press Release e Curadoria:
Eliton Tomasi – SOM DO DARMA
eliton@somdodarma.com.br
www.somdodarma.com.br
(15) 99134-3443

NERVOCHAOS lança série de vídeos “A Blast From The Past” durante a quarentena.

O NervoChaos inaugura nesta semana a série “A Blast From The Past”, onde estará disponibilizando semanalmente vídeos do passado da banda.

Para este primeiro episódio, escolheram um show que aconteceu no dia 10 de dezembro de 1997, em São Paulo, no KVA junto com a banda Biohazard. A formação neste show foi: Sidney Silva (vocal e guitarra), Thomas Renhrick (baixo) e Edu Lane (bateria), época do pré-lançamento do primeiro álbum, “Pay Back Time”.

Este vídeo traz a música “I Hate Your God”. Assista abaixo:

A série “A Blast From The Past” irá mostrar semanalmente, material do passado da banda, com shows, bastidores, imagens na estrada, momentos engraçados, entrevistas e muito mais.

Mês que vem o NervoChaos entrará em estúdio para gravar seu novo álbum, o nono da carreira. Será o primeiro com a nova formação, com Brian Werner (vocais, Ninety Three, ex-Vital Remains e ex- Monstrosity), Woesley Johann (guitarra, Victorizer, Goat Necropsy e ex-Krow), que se juntaram à Luiz “Quinho” Parisi (Guitarra), Pedro Lemes (Baixo) e Edu Lane (bateria).

www.nervochaos.net
www.hammerheart.com
www.tumbaproductions.com.br
www.ehrlund.se
www.lpmetalpress.com.br

MALKUTH: “Voodoo” está presente na “Playlist Sangue Frio”, saiba como ouvir!

Os pernambucanos do MALKUTH estão presentes na primeira edição da “Playlist Sangue Frio”, lançada neste mês de abril.

A banda ganhou destaque com a faixa-título do atual trabalho “Voodoo” e também com “The Old Blade”, ao lado de nomes como Héia, Oldlands, Impiedoso, Vulcano, Behavior e muito mais.

Você pode encontrar a “Playlist Sangue Frio” nas três principais plataformas de streaming e download do mundo – Spotify, Deezer e YouTube Music – todo o mês com uma nova edição, ouça agora:

Spotify: https://open.spotify.com/playlist/68Jm11UwU4bTxcz88UZhf0
Deezer: https://www.deezer.com/br/playlist/7503809484
YouTube Music: https://music.youtube.com/playlist?list=PLscmg_X2pk_k4TrTSrAmBkaBe1SvNT9Do

Confira a recente participação do vocalista e guitarrista Sir Cernunnus Ashtaroth no quadro ‘Killing Yourself’ do site Arte Metal, onde o músico falou um pouco mais sobre a discografia do MALKUTH: https://blogartemetal.blogspot.com/2020/03/killing-yourself-sir-cernunnus.html

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato
Sites relacionados:
https://www.facebook.com/MalkuthOfficial/
https://www.instagram.com/malkuth.band/
https://sanguefrioproducoes.com/artistas/Malkuth/38
Fonte: Sangue Frio Produções

Surra lança ‘Escorrendo Pelo Ralo Ao Vivo em São Paulo’ em vídeo e streaming

A energia do Surra ao vivo e a sinergia com o público, que alçaram a banda santista à sensação da música pesada, estão potencializadas no álbum “Escorrendo Pelo Ralo Ao Vivo em São Paulo”, lançado em vídeo no Youtube e no streaming (show na íntegra).

Capa Ao Vivo Spotify
Sabe aquela expressão, banda DIY (Do It Yourself, o ‘faça você mesmo’ em português)? O power trio de thrashcore Surra expressa isso com peso, atitude, posicionamento político e perseverança no recém-lançado “Escorrendo Pelo Ralo Ao Vivo em São Paulo”, disponível para visualização no YouTube (https://youtu.be/lgpkC5rGfL8) e por streaming, nas plataformas digitais (https://ditto.fm/surraescorrendopeloraloaovivo).

“Escorrendo Pelo Ralo Ao Vivo em São Paulo” é lançado em meio à pandemia da Covid-19 (novo coronavírus) exatamente para sacudir e movimentar todos aqueles fãs de música pesada, além de deixar uma ponta de saudades dos sempre alucinados e calorosos shows do Surra.

O lançamento oficial deste registro ao vivo aconteceu no último dia 11 de abril, em uma espécie de live da banda pelo Youtube. Enquanto rolava a première do audiovisual deste show, Leeo Mesquita (vocal/guitarra), Guilherme Elias (baixo/vocal) e Victor Miranda (bateria) conversavam simultaneamente com os fãs. “Foi maravilhoso. O Surra sempre teve um contato muito próximo com o público, a gente conversa com todos no merch, fazemos piada durante os shows, interagimos com todo mundo e isso faz parte da apresentação. Queríamos fazer isso de alguma forma na internet”, contam os santistas.

O show foi gravado no dia 8 de fevereiro de 2020, no Full House Bar, quase que no coração do centro de São Paulo, e com 200 malucos e malucas passando muito calor e curtindo o rock veloz e perspicaz do Surra. O longo set list contemplou quase todas as músicas do último disco, “Escorrendo Pelo Ralo”, além de faixas de “Tamo na Merda” e “Bica na Cara”.A intenção deste lançamento, reforça o Surra, além de “tirar uma foto” e fazer algum tipo de “registro histórico”, é mostrar a energia única da banda ao vivo, sempre em perfeita sintonia com a plateia, que canta, invade o palco e se diverte do começo ao fim. “Tocamos mais rápido, com mais raiva, emendando músicas quase sem parar e com o público cantando junto muitas vezes roubando o microfone.

O disco ao vivo mostra uma parte musical muito sincera da banda”, eles enfatizam.O lançamento de “Escorrendo Pelo Ralo Ao Vivo em São Paulo” é, portanto, mais um ponto fora da curva cravado pelo Surra no universo da música independente brasileira. “O material demandou uma organização e um esforço próprio muito grande pra ser financeiramente possível. Fizemos praticamente tudo por nós mesmos com ajuda de amigos e amigas, desde a idealização/produção do evento até a finalização do áudio”.E este é só o primeiro lançamento da banda em 2020, que ainda planeja mais alguns materiais inéditos para serem liberados até o fim do ano, com alguns formatos bastante inusitados.
Surra na internet:

instagram.com/surrathrashpunk
facebook.com/surrahardcore
twitter.com/SurraFC

Bioma Queercore lança clipe de “Cidade Perdida”

Bioma lança single e clipe de ‘Cidade Perdida’, faixa do disco: União e Rebeldia.

O primeiro single da banda vem acompanhado de um clipe produzido e dirigido por Julia Gimenes, profissional do audiovisual, feminista, que há 10 anos atua como colaboradora na causa indígena.

Assim como o significado de Bioma, que na biologia é uma grande comunidade com diferentes espécies convivendo juntas e de forma equilibrada, a diretora trouxe para o clipe a reflexão sobre a importância da união de lutas. Já que sofremos diversas violências e opressões em variados níveis.

Portanto, não existiria outra forma de (r)existir sem a consciência coletiva das vivências e lutas individuais, num esforço de unir pautas como o veganismo, feminismo, questão indígena, movimento negro e as opressões sobre os corpos dissidentes.

Para transmitir essa força dos movimentos coletivos e a urgência de fortalecer a união de diversas narrativas, Julia incluiu na produção trechos de registros feitos por ela durante o Festival Guarani em 2017 e do primeiro encontro das Mulheres Indígenas em 2018 ambos em São Paulo.

No clipe, esses trechos estão associados a imagens de arquivo retratando o crime cometido pela Vale em Brumadinho, que deixou 235 mortos e 35 desaparecidos, o discurso histórico do líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak e a crise das queimadas na Amazônia que ocorreram em 2019. Sem deixar de mencionar a importância dos canais “De olho nos ruralistas”, “mídia Ninja”, e outros portais desse jornalismo independente que possibilitou o acesso à essas imagens.

O single ‘Cidade Perdida’, apresenta uma prévia do que nos espera no primeiro disco da banda. Em determinado trecho da música, elas cantam: “civilização em fúria erguida sobre o ódio, história contemporânea, torta e desumana”. Então, se vivemos uma distopia, é no ódio que vamos buscar combustível para derrubar as estruturas de opressão.

Nesta composição, Bioma mostra o que vem fazendo desde a sua formação em 2017, ocupando espaços, levando a sério a união entre o que diz nas letras e sua postura dentro e fora dos palcos.

Bioma é uma banda de Queercore formada em 2017 na cidade de São Paulo por Julia Kaffka (Baixo), Leticia Figueiredo (Bateria), Mayra Vasconcellos (Guitarra), Natália Pinheiro (Natoka – vocal).

Redes e contato:
Facebook: https://www.facebook.com/bioma.queer
Instagram: https://www.instagram.com/bioma.queer
Bandcamp: https://biomaqueer.bandcamp.com/
Spotify: https://spoti.fi/3c37CLI
E-mail: bioma.queer@gmail.com

Brave: já disponível novo videoclipe “Wake The Fury”


Faixa faz parte do novo álbum da banda, “The Oracle”, lançado em Fevereiro

São mais de 20 anos de estrada! Várias Demos, EPs, dois álbuns e dezenas de shows e participações em festivais.
Na imprensa especializada, não apenas sobram elogios, como a alcunha de “criadores do brutal power metal”.
O Brave está de volta!

Depois da épica estreia com “The Last Battle” (2012) e do celebrado aperfeiçoamento em “Kill The Bastard” (2016), o Brave lança seu novo álbum, “The Oracle”.
Gravado e mixado por Marcio Teochi no Teochi Studio em Itu/SP e masterizado no estúdio Absolute Master em Capivari/SP, “The Oracle” reúne oito faixas: “Intro”, “Firestorm”, “The Oracle”, “We Fight for Odin”, “Valhalla”, “Wake The Fury”, “Fall To The Empire” e “We Burn The Heart”.

“The Oracle” foi lançado em fevereiro em um evento fechado para imprensa na Full House em São Paulo e já está disponível em todas as principais plataformas digitais de música:
Spotify: http://bit.ly/2PDdW3O

Deezer: http://bit.ly/39jvBFl

Claro Música: http://bit.ly/2PGkzSZ

Amazon: https://amzn.to/2TdxxcO

Google Play: http://bit.ly/3cniMvC

Youtube: http://bit.ly/2PGH4qD
A banda que é formada por Sidney Milano (vocal), Ricardo Carbonero (baixo), Carlos Alexgrave (bateria) e Carlos Bertolazi (guitarra), promete lançar videoclipes para todas faixas do álbum. Depois do primeiro para “Fall To The Empire”, agora foi a vez de “Wake The Fury”. Com produção e edição do próprio guitarrista Carlos Bertolazi, o videoclipe “Wake The Fury” do Brave já está disponível no canal oficial da banda no Youtube:

https://youtu.be/VpityvG8JJc

Assista também o videoclipe “Fall To The Empire”: https://youtu.be/kRNUKhVH7QQ

A versão em CD Físico de “The Oracle” tem distribuição exclusiva da Anti Posers Records. Para pedidos no atacado, acesse: https://www.facebook.com/antiposersrecords
O CD está disponível para venda no varejo em todo Brasil pela Die Hard Records: http://bit.ly/3daTxNA

Mais Informações:
www.facebook.com/BravePowerMetal

www.instagram.com/bravepowermetal
www.youtube.com/BRAVEPowermetal
www.soundcloud.com/bravepowermetal-1