MELHORES DO ANO: Provando Que 2020 Não Foi Perdido

Saudações a todos que acompanham a minha singela coleção virtual, ilustrada em textos. Agradeço ao apoio de todos que fortaleceram o trabalho do blog e que aumentaram a lista dos títulos de discos aqui em casa, enviando material. Nesse ano tivemos tudo de ruim. Queimadas, desgoverno de um lunático de extrema direita, pandemia, desemprego em massa e a lista de coisas tristes só aumenta. O que seria de nós se não fosse a música para nos salvar? Por isso, para não sentar e chorar, vamos falar das coisas boas de 2020. Chegamos a nossa clássica lista de melhores do ano, na nossa opinião.

SINGLES

Nervosa “Perpetual Chaos”

Prika Amaral apresentou a nova formação da Nervosa na velocidade da luz, apresentando dois singles, que tiveram produção de Martin Furia e foram gravados na Europa. E, meu irmão e minha irmã, o grupo já se mostrou ser mais que uma super banda: Nervosa é uma potência mundial.

Creatures “Lighting in my Eyes”

O heavy metal brasileiro ganhou um novo fôlego e voltou às suas raízes verdadeiras de satanismo, revolta e NADA de conservadorismo. O grande destaque de Lighting in my Eyes é o vocal afinadíssimo e os solos envolventes. É o som que a galera fatidicamente estaria dançando se voltássemos aos anos 80. Como diria o pessoal do Canal Scena, uma banda sensual.

AnkerkeriA “Baph Metra”

Fortaleza conta com bandas incríveis de variados gêneros. Um deles é o death metal. A AnkerkeriA lançou o single Baph Metra com um clipe impecável em termos de produção e enredo (para assistir, você precisa estar logado no YouTube e ser maior de 18 anos). O som é muito bem executado, com variações que fogem do óbvio e coloca a banda dentre as grandes no país.


Inraza “(Still) Stuck

O primeiro dos dois singles lançados pela banda durante 2020 é o que mais me chamou a atenção. A banda que faz um metal moderno está caminhando para a maturidade, evoluindo conforme vão lançando mais materiais. Destaque para os vocais extremos intercalados com os limpos da vocalista Stefanie. Aguardamos um full album para 2021 e uma tour no nordeste assim que a pandemia acabar.

EP´s

Desalmado “Rebelião”

A banda citada por Max Cavalera não poderia ter soltado nada menos que um EP espetacular. Voltando ao português, a banda mandou o recado reto sobre os tempos que enfrentamos desde o golpe, em uma ode para que o povo se organize contra as opressões da extrema direita. Qualidade técnica, agressividade, arranjos empolgantes e vocal furioso. Rebelião deveria ter sido um álbum. Destaque para “Esmague os Fascistas” que contou com a participação de Nata Nachthexen, vocalista da Manger Cadavre?.

Hellway Train “Lockdown Reborn”

Os mineiros do Hellway retomaram a banda com um EP incrivelmente forte! Com um clima cheio de energia que o heavy metal pede, o trabalho fala de transtornos psicologicos. Pra quem respira som dos anos 80, é uma indicação que você vai agradecer! Destaque para o vocal de Marc que lembra muito Rob Halford.

Isinkú “Damnatio Memoriae”

Com seis sons é uma ode ao black metal anti imperialista. A banda que é de Natal/RN, nasceu para fortalecer ainda mais o cenário brasileiro do gênero, com posicionamento claro antifascista. Aqui os destaques são para as composições dos riffs e o clima gerado nas músicas. Pode ouvir sem medo, pois o som é muito bom, assim como letras e ideias.

Surra “Trashpunk Teleport: Submundo 2121”

Esse EP chegou aos 45 do segundo tempo, mas foi um gol de placa do Santos, ou dos santistas do Surra. São cinco faixas bem raivosas, que saíram com um gibi (que infelizmente ainda não vi, mas pretendo adquirir em breve). O grande destaque fica para “Nossa Reação”, que nos faz imaginar a galera cantando juntos nos shows “pra – queimar – no inferno – e comemorar a consolidação do império” e que ainda tem solo, meus consagrados. Uma verdadeira obra de arte!

Expurgo “Entropic Breath”

Os mineiros do Expurgo mostraram mais uma vez porque são uma das maiores bandas de grindcore brasileiras. O EP “Entropic Breath” traz toda a brutalidade sonora que já conhecemos, acompanhada de letras precisas. Se você busca o grind raíz, esse EP é obrigatório.

Dead Enemy “Knowing the Enemy”

A renovação do thrash crossover brasileiro também está acontecendo! Após o lançamento da primeira demo, a Dead Enemy de Fortaleza mandou o incrível EP “Kwoing the Enemy”. Rock veloz que faz você colocar a bolachinha para rodar pelo menos umas três vezes. “Broken Shape” é o som que mais nos prendeu. Ainda ouviremos falar muito nessa banda.

Cruento “Mar de Ossos”

Indo para o interior de São Paulo, mais precisamente Jacareí, no Vale do Paraíba, Cruento faz um crust punk visceral, com a fúria clássica do estilo. Mar de Ossos é um EP que conta com cinco músicas que mostra o quanto a banda amadureceu nesses anos. “Homem Lixo” que também ganhou um lyric video, é o grande destaque desse trabalho.

Vermenoise “O Outro”

O grindcore paulista foi presenteado com o lançamento excelente do EP “O Outro” da Vermenoise. Com cinco faixas curtas, como é comum do estilo, a banda mostrou que está mais violenta que nunca, aliando a brutalidade do som aos ideais da banda, mensagens essas contidas nas letras. Destaque para o vocal monstro da Chris.

Carnal Atrocity “Degenerescência”

Com esse nome difícil de se pronunciar, foi uma grata surpresa nos depararmos com esse projeto, que trata-se de um duo: Karine Campanille fazendo os vocais, arranjos de guitarra, baixo e sintetizadores e Emiliano a bateria. Tem grind, tem death metal, indicado para fãs de Carcass.

Álbuns completos

Vazio “Eterno Aeon Obscuro”

Começando a listas dos full albuns com o melhor lançamento de 2020, indiscutivelmente. Apresentado a muitos como nós pelo Canal Scena, o álbum conta com um black metal que é um tapa na cara dos reacionários. Com base no punk, a banda conseguiu trazer toda a brutalidade do gênero aliado ao clima e com mensagens precisas. Falar do Vazio será sempre incompleto. É preciso contemplar a escuridão.

Exsim “Exsim”

Os nossos conterrâneos aqui de Recife do Exsim lançaram um álbum auto intitulado muito bom. Grindcore clássico, com batera a milhão, em um álbum que tem dezessete músicas. Mas não se engane, ele tem a rapidez que o grind pede. Então coloca no repeat e seja feliz!



Podridão “”Revering the Unearthed Corpse”

Pra quem curte um death metal mais primitivo, esse álbum que conta com onze faixas é um prato cheio. Metal morte com direito a sangue, doenças venéreas e diarréia. Se você é fã de Cannibal Corpse, com certeza vai curtir esse trabalho que conta com uma batera bem precisa e riffs brutos.

Postmortem Inc “The Coqueror Worm”

A banda de Pelotas/RS, vem mostrar como a água de lá é boa para gerar bandas excelentes de death metal. Da escola do Krisiun, o álbum traz um brutal death metal com extrema qualidade técnica, mas com aquele algo a mais, que destaca a banda: eles não buscam copiar as fórmulas prontas do gênero, a identidade aqui é única e é o que nos faz apostar nesse nome para os próximos anos. Destaque para “State of Conspiracy”.

Cäbränegrä “Abismo”

Mais uma banda de grindcore que lançou um álbum visceral, o Cäbränegrä já tinha começado com tudo com o primeiro trabalho e agora só consolidou o som. Banda catarinense que lançou ótimas onze faixas, com velocidade, peso e culminou em um trabalho muito legal. Destaque para o som “Qual a solução?” que aparece em duas versões geniais.

Rest in Chaos “Trapped by Yourself”

Com extrema qualidade técnica, a banda de Florianópolis Rest in Chaos apresentou o seu primeiro full album que conta com onze faixas recheadas de brutalidade. Com peso das cordas, vocal forte e preciso, o destaque é para a bateria de Marlon que preenche o som de forma impecável. Death/Thrash que dá pra abrir mosh e banguear (mesmo que seja na sala de casa). Destaque para a faixa “Let me Rest”.

Wargore “Cursed Existence”

Pra quem curte death metal oldschool a Wargore é a pedida certa. Em Cursed Existence, os caras arrepiaram desde o primeiro som com palhetadas pesadas e vocal de demônio. Eles, que são de cascavel, lançaram nove sons em julho desse ano e espero muito poder ver um show ao vivo para conferir toda essa podreira em ação. Destaque para o som “Cocaine”.

Mofo “Sick and Insane”

É thrash que brasileiro gosta? Pois tome, mermão! Os caras do Mofo, que são de Brasília, arrebentaram com esse álbum insano que promete rodas brutais em shows. Com uma intro macabra, podemos até notar uma pequena influência do death metal do Bolt Thrower no começo da faixa seguinte a “Adrenaline”, que dá lugar ao thrash tradicional. Uma das grandes promessas de renome para o thrash metal brasileiro.

Sangue de Bode “A Sombra que me acompanhava era a mesma do diabo”

Uma grata surpresa de 2020 foi conhecer o som dos cariocas do Sangue de Bode. Um álbum repleto de tudo aquilo que o metal extremo pede: death, black, fúria! Ouvi muito esse disco que fiz questão de adquirir o físico (arte gráfica muito bonita). Destaco a faixa “Minha refeição é no Lixão”.

Maddiba “Santo André”

Saindo um pouco do metal e adentrando ao hardcore, essa indicação foge do tradicional. Somando o rap e pick ups, Santo André é uma ode aos fãs de Suicidal Tendencies e Beastie Boys, mas com aquele tempero nacional, com pitadas de thrash que a gente gosta tanto. Outra banda que conheci por meio do Canal Scena e que não saiu do meu fone de ouvido em 2020.

Ao Vivos

Surra “Escorrendo pelo Ralo – Ao vivo em São Paulo”

Essa banda não está pra brincadeira! Com três lançamentos no ano, a máquina de fazer riffão também lançou um ao vivo gravado em São Paulo, no show em que tocaram todas as músicas do escorrendo pelo ralo. Saudades de um show, né, minha filha?

Labirinto “Live at Dunk Fest”

Esse ao vivo é tão perfeito que nem parece ser ao vivo. É aí que a gente vê quando a banda é realmente boa. Som instrumental, que mescla metal e sludge, com camadas sonoras muito fortes. Qualidade ímpar e sentimento que não precisam de palavras. Aliás, eu uso uma: impecável.

Manger Cadavre? “Ao vivo em Curitiba”

Sem alarde e divulgação, a Manger Cadavre? disponibilizou apenas no bandcamp um show ao vivo realizado em Curitiba no ano de 2018. É como se fosse um bootleg, mas dá pra matar um pouco as saudades do show dos caras, pois tem treze sons muito furiosos. Destaque ao vocal visceral de Nata.

Surra lança novo EP-gibi “Thrashpunk Teleport: Submundo 2121”

Nesta quarta-feira (9) será lançado o novo EP do conjunto musical Surra, em um formato inédito. Além de estar disponível para audição em todas as plataformas digitais, o material físico virá com um CD e um gibi original exclusivo.

A própria banda fez o roteiro do gibi, e o mesmo foi desenhado por Lobo Ramirez, da Escória Comix. Na historinha, a banda é teletransportada para um futuro distópico, onde eles vão contar com a ajuda de personagens insólitos para derrotar hordas de crentes ricos e armados e tentar voltar para o ano de 2020.

As cinco músicas do EP, que também contou com a ajuda da Läjä Records no seu lançamento, foram totalmente gravadas no Estúdio Foice (o próprio estúdio da banda em São Paulo) e foram mixadas e masterizadas por Leeo Mesquita, o guitarrista/vocalista da banda.

Junto com o lançamento desse material multimídia, estarão disponíveis no site da Cadeia Records (selo da banda) um combo exclusivo com camiseta e também, de forma separada, uma bermuda, as duas opções totalmente temáticas desse EP.

Balsâmik: suportando as pancadas da vida em novo clipe ‘Sobrevivendo à Tempestade’

‘Sobrevivendo à Tempestade’ é o novo clipe da banda paulistana Balsâmik que chega inspirada no fenômeno do distanciamento e das bolhas sociais entregando sua mensagem em português e com peso sonoro numa toada que remete às próprias influências dos integrantes que passam por Killswitch Engage, Slipknot e o conterrâneo Project 46.

Assista Balsâmik | Sobrevivendo à Tempestade https://www.youtube.com/watch?v=NsFPsq7uMK8


‘Sobrevivendo à Tempestade’ é o segundo clipe oficial da Balsâmik que é estreante na nova cena de música pesada no Brasil com três anos de estrada. A música aborda ainda a afetação psicológica até que se ultrapasse as dificuldades.

“Existe uma luta, uma verdade, cicatrizes, mas sempre conseguimos dar a volta por cima. É importante deixarmos os erros se tornarem vírgulas e seguimos escrevendo a nossa história”, diz o vocalista Alessandro Bernard.

Com produção da própria Balsâmik, o clipe mostra a banda em performance com todo o peso e energia e é uma homenagem ao cenário underground com os músicos vestidos em algumas passagens com camisetas de bandas autorais, discurso que a banda leva e pratica desde a sua fundação.

Com esse espírito de cooperação com as bandas independentes, Balsâmik criou dois festivais, o Brotherhood Fest (com parceria do Fininho, da banda Tested) que é dedicado às bandas que estão começando e também às mais experientes como forma de criar laços entre todos os músicos e públicos. O outro é o Under Brutal Fest, dedicado às bandas mais pesadas, dando oportunidades de tocarem em lugares que elas teriam dificuldade de chegar.

A Balsâmik tem passagens por grandes shows como os festivais ‘Hardcore Por Um Mundo Mais Digno’, ‘Levando Bandas’, ‘Time4music’ e ‘MoshPit Night’ e é Alessandro Bernard (vocal), Andrey Novelli (baixo), Anderson Costa e Gui Pires (guitarras) e Daniel Cassini (bateria).

Ficha técnica de Sobrevivendo à Tempestade
Vídeo
Direção, captação, edição e direção de arte: Rafael Rossener

Produção: Balsâmik

Áudio

Produção musical e direção artística: Balsâmik

Reamp, mix e master: Arthur Inácio

Agradecimentos: Caike Scheffer, Rafael Rossener & Rafael Adami (3 Pipe Problem)

Inraza lança novo single ‘Infection’ e conta sobre os desafios da produção musical na pandemia

Infection, novo single e clipe da banda Inraza, é a resposta do quinteto paulista aos tempos de pandemia e isolamento social. Em três anos de estrada, é a primeira vez que o grupo ficou tanto tempo sem se reunir – sete meses – e da criatividade, agora exercida à distância, Stephany Nusch (vocal), Robin Gaia (baixo), Gabriel Colonna, Bruno Ascêncio (guitarras) e Kelvin Aguiar (bateria) fizeram nascer a faixa em um desafio inédito para a banda.

A capa do single Infection

Ouça Infection
Spotify: https://open.spotify.com/album/6TEHNafsgeQwsfsc0K6SCy#_=_

Deezer: https://www.deezer.com/br/album/186363832

Assista Infection
https://www.youtube.com/watch?v=js_mpJeWiCI

O conceito de pós-verdade é o tema central da letra de ‘Infection’, escrita por Stephany. O termo ganhou o título de “Palavra do Ano” em 2020 pelo dicionário Oxford e explica o fenômeno dos discursos que substituem os fatos por crenças pessoais e emoções de forma descompromissada com a realidade, numa espécie de ‘verdade alternativa’.

“Em Infection, queremos chamar os ouvintes para uma reflexão a respeito de toda e qualquer ação que tomem, pois tudo é politizado e instrumentalizado por alguma instituição ou uma personalidade. Basta sabermos se os valores se alinham com os nossos e, se não, se há alternativas melhores”, diz a vocalista Stephany Nusch.

A novidade em ‘Infection’ não ficou apenas na forma de produzir mas também no fato da música trazer o Inraza pela primeira vez intercalando o inglês habitual de suas canções com trechos em português.

O clipe de Infection foi feito no estilo Do It Yourself no QG da banda em São Paulo e mais uma vez a criatividade falou alto para Inraza que utilizou tecidos e iluminação para montar o cenário e projetou com refletores palavras com forte significado no corpo dos integrantes. 

A vocalista, Stephany retirou frases do livro “O Mito da Beleza” (Naomi Wolf) enquanto os demais integrantes utilizaram ofensas que já ouviram ao longo da vida. Cada integrante gravou separadamente seus takes para evitar aglomeração.

“Um dos grandes desafios da Infection foi fazer com que os cinco músicos que não se viam há sete meses gravassem música e clipe em sistema de rodízio, por todas as peculiaridades e cuidados que temos de tomar por conta da Covid 19”, diz o baixista Robin Gaia.

Infection foi produzida pelo baixista Bruno Ladislau (Andre Matos, Cosmos, Hardshine), com produção vocal de Nina Furtado (Haney) e engenharia de som por Luiz Fernando Reis (Reprise Studios). O clipe foi dirigido por Joana Saraiva e Letícia Almeida, com edição de Kelvin Aguiar (baterista da banda) e a arte da capa do single é de Robin Gaia e Stephany Nusch (baixista e vocalista).

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Um dos Grandes Nomes do Death Metal Brasileiro, Postmortem Inc, lança novo álbum ‘The Conqueror Worm’

A produção de The Conqueror Worm aconteceu nos últimos quatro anos em um período agitado de shows para a banda que decidiu por uma produção cautelosa e detalhista onde o grupo mostra sua polivalência ao trazer para a produção seus próprio integrantes.O vocalista e guitarrista Bruno Añaña responde pela gravação e mixagem e a arte da capa é do ilustrador e baterista Douglas Veiga. 

Postmortem Inc encara a música que faz e suas artes como veículos de comunicação e não foge de se posicionar contra a opressão e o facismo. “Ainda que com metáforas, nossas composições tendem à rebeldia, luta contra o sistema e a desesperança na raça humana”, conta o baterista Douglas Veiga. 

A banda passeia por muitas camadas do som extremo, do old school à modernidade e conversa com quem curte brutalidade sonora em todas as suas formas. Nile e Krisiun são referências para doses de velocidade e técnica além de bandas como Deicide, Death, Cannibal Corpse e Morbid Angel.

O Verme Vitorioso, poema de Edgar Allan Poe, foi inspiração para a capa de ‘The Conqueror Worm’. O texto fala sobre a tragédia da vida humana, cheia de mazelas e desventuras, e, na visão do autor, como sendo apenas um momento da cadeia alimentar dos vermes. O nome “The Conqueror Worm” foi sugestão do guitarrista Mou Machado.  

Visualmente, a inspiração da capa veio de gravuristas e pintores como Goya, Rembrandt e Durer, e dos modernos que trabalharam com música pesada como Marcos Miller (Exterminate, Bloodwork, Dyingbreed), Ed Repka, Par Ollofsson e Joe Petagno (Sepultura . Beneath the Remains), explica Douglas Veiga. 


Na discografia Postmortem Inc têm a demo ‘Out of Tomb’, os EPs ‘Atra Mors’, ‘Within the Carcass’, ‘Confront Your Fears/Warfield Earth’ e o split ‘Sepulcro Eterno’. Dividiu shows com grandes nomes da música extrema como Dark Funeral, Possessed, Obituary, Krisiun, Ratos de Porão e Deicide.

Postmortem, nome original da banda foi inspirado na música homônima do Slayer, grande influência no início da carreira. Recentemente o Postmortem acrescentou ‘Inc’ ao nome e passa agora a ser Postmortem Inc. A mudança aconteceu para facilitar as buscas pela banda e evitar o conflito com outra banda chamada Postmortem, da Alemanha. 

A banda está na estrada desde 2004 é Bruno Añaña (vocal e guitarra), Mou Machado (guitarra), Juliano Pacheco (baixo) e Douglas Veiga (bateria).

Tracklist The Conqueror Worm

01. Of Mars and Wars (03:09)

02. Breed of the Insane (03:43)

03. State of Conspiracy (03:03)

04. Escape Through the Maze (03:34)

05. Forgotten Decay (04:33)

06. Warfield Earth (02:21)

07. Forever, on Demise (04:20)

08. Disfigured in Solitude (04:20)

09. Bloodthirsty Routine (01:03)

10. Confront Your Fears (03:04)

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Inimigo Eu lança single e clipe de Dicotomia Viral

A banda INIMIGO EU está divulgando “Dicotomia Viral“. Lançado nesta sexta-feira, dia 27, como single e clipe no canal do youtube do selo Estrondo Records.
PARA ASSISTIR: https://youtu.be/wp20pbya2Ro

Produção musical: Rafael Laureano.

Produção audiovisual: Coletivo Catarse.

Viver em tempos de pandemia é difícil. Mas nem a mais horripilante distopia colocaria um país nas mãos de um Chefe de Estado lunático e negacionista para enfrentar a pior pandemia em 100 anos! É o que está acontecendo no Brasil em 2020. Neste contexto, a banda Inimigo Eu lança o single Dicotomia Viral

Com riffs marcantes e melodia pesada, a música representa o cenário de caos vivido no país neste ano. O clima é de competição entre a retórica doentia do Presidente da República e a realidade retratada por profissionais de saúde e todos aqueles que vivem na pele as decisões governamentais que acabam determinando o seu direito ou não de lutar pela própria vida.

Com letra forte, versando sobre “um inimigo invisível pelo ar”, Dicotomia Viral lembra que todas as pessoas estão sujeitas aos malefícios da Covid-19, que age “sem respeitar fronteiras credo ou religião”, porém existem grupos mais vulneráveis e com menos (ou nenhuma) condições de proteger suas vidas. Vimos e ouvimos grandes empresários desdenhar de milhares de mortes ao lado do genocida presidente do Brasil, deixando claro que “quem mais fatura, mais se acha no direito de desfilar enquanto pisa no peão”.

Em uma clara mensagem para as pessoas comuns, como nós, o refrão da música alerta que a realidade classista coloca algumas vidas em jogo… as nossas: “E o que você não entendeu / É que eles vão se resguardar / Jogar o fardo pra você / Te por em risco pra monetizar”! 

Dicotomia Viral é o último single a ser lançado pela banda, que lançou também Raízes, no ano de 2020. A banda prepara um álbum full length para 2021.

O recado é simples e direto: Cuide-se! Cuide de quem você ama! Os grandes empresários e o Presidente jamais cuidarão de vocês. “O mundo conta os mortos. E eles, o que vão perder?”.

GASP antecipa EP de estreia com clipe “Your Time is Over”

Faixa teve produção de integrantes do Hellbenders

Após chamar atenção com o primeiro single, “War You Choose to Love Me but You Know I Will Die”, o quarteto goiano GASP anuncia seu EP de estreia “Egg White & Sugar” com a faixa inédita “Your Time is Over”. O lançamento acompanha um clipe que reflete sobre o passado ao mesmo tempo que mira o futuro e abre as portas para a nova fase do grupo em 2021. 

Assista a “Your Time is Over”: https://youtu.be/EDu74WlKW3E

Ouça “Your Time is Over”: https://smarturl.it/YourTimeIsOver 

A faixa foi gravada e produzida no UP Music Studios e no Coruja Estúdio, em Goiânia, por Braz Torres Neme, Augusto “Chita” e Rodrigo Andrade – integrantes do Hellbenders, ícones do novo stoner rock nacional. Eles assinam a produção ao lado da banda. Em “Your Time is Over”, GASP sintoniza referências de Royal Blood, Queens of the Stone Age e Nirvana, mesclando três gerações diferentes.

“Essa foi a primeira música que a GASP fez junto e fala sobre como você utiliza o seu tempo na Terra e como você será lembrado pelas próximas gerações. Você está deixando algo pra eles? Você está vivendo sua vida da forma como gostaria?”, questiona o vocalista e guitarrista Gustavo Garcia. Além dele, completam o grupo Gabriel Cabral (guitarra), Lucas Tomé (baixo) e Matheus Alves Avelar (bateria).

Uma abordagem melódica e, ao mesmo tempo, de peso está no DNA do projeto, que se lançou com o single “War You Choose to Love Me but You Know I Will Die” em 2019. 

“Your Time is Over” é mais um gostinho do EP “Egg White & Sugar”, a ser lançado em 2021. Enquanto isso, é possível ouvir a nova faixa nas plataformas de streaming e o clipe, no YouTube.

Assista a “Your Time is Over”: https://youtu.be/EDu74WlKW3E

Ouça “Your Time is Over”: https://smarturl.it/YourTimeIsOver 

Ficha técnica

Produção do Vídeo Clip

Roteiro: Gustavo Caetano

Direção de Arte: Gustavo Caetano

Direção de Filmagem: Gustavo Caetano

Edição: Gustavo Caetano

Produção Musical

Produção: Braz Torres Neme, Augusto “Chita”, Rodrigo Andrade e GASP

Mixagem: Braz Torres Neme

Masterização: Braz Torres Neme

Produzido no Coruja Estúdios e no UP Music Studio

Gravado, Masterizado e Mixado no UP Music Studio

GASP é:

Gabriel Cabral: Guitarra e Backing Vocals

Gustavo Garcia: Guitarra e Vocal

Lucas Tomé: Baixo e Backing Vocals

Matheus Alves Avelar: Bateria e Backing Vocals

Letra

UH!

My time is ending

And I don’t even know who I am

My alarm is ringing

And I don’t even know who to blame

My clock is ticking

And tonight I will take flames

This is my only chance

UH!

HA! HA! HA! HA! HA! HA!

Your time is over

How do you gonna recover

In the end you will die

And what’s you left behind

Just some little lies

Time is your lock

Time is your key

Don’t be block

Don’t be a training monkey

To be here you have to fear

This is your only chance

Your time is over

How do you gonna recover

In the end you will die

And what’s you left behind

Just some little lies.

Balsâmik: suportando as pancadas da vida em novo clipe ‘Sobrevivendo à Tempestade’

‘Sobrevivendo à Tempestade’ é o novo clipe da banda paulistana Balsâmik que chega inspirada no fenômeno do distanciamento e das bolhas sociais entregando sua mensagem em português e com peso sonoro numa toada que remete às próprias influências dos integrantes que passam por Killswitch Engage, Slipknot e o conterrâneo Project 46.

Assista Balsâmik | Sobrevivendo à Tempestade https://www.youtube.com/watch?v=NsFPsq7uMK8


‘Sobrevivendo à Tempestade’ é o segundo clipe oficial da Balsâmik que é estreante na nova cena de música pesada no Brasil com três anos de estrada. A música aborda ainda a afetação psicológica até que se ultrapasse as dificuldades.

“Existe uma luta, uma verdade, cicatrizes, mas sempre conseguimos dar a volta por cima. É importante deixarmos os erros se tornarem vírgulas e seguimos escrevendo a nossa história”, diz o vocalista Alessandro Bernard.

Com produção da própria Balsâmik, o clipe mostra a banda em performance com todo o peso e energia e é uma homenagem ao cenário underground com os músicos vestidos em algumas passagens com camisetas de bandas autorais, discurso que a banda leva e pratica desde a sua fundação.

Com esse espírito de cooperação com as bandas independentes, Balsâmik criou dois festivais, o Brotherhood Fest (com parceria do Fininho, da banda Tested) que é dedicado às bandas que estão começando e também às mais experientes como forma de criar laços entre todos os músicos e públicos. O outro é o Under Brutal Fest, dedicado às bandas mais pesadas, dando oportunidades de tocarem em lugares que elas teriam dificuldade de chegar.

A Balsâmik tem passagens por grandes shows como os festivais ‘Hardcore Por Um Mundo Mais Digno’, ‘Levando Bandas’, ‘Time4music’ e ‘MoshPit Night’ e é Alessandro Bernard (vocal), Andrey Novelli (baixo), Anderson Costa e Gui Pires (guitarras) e Daniel Cassini (bateria).

Ficha técnica de Sobrevivência à Tempestade
Vídeo
Direção, captação, edição e direção de arte: Rafael Rossener

Produção: Balsâmik

Áudio

Produção musical e direção artística: Balsâmik

Reamp, mix e master: Arthur Inácio

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PLEBE RUDE GRAVA “P DA VIDA”

PLEBE RUDE GRAVA “P DA VIDA” COM PARTICIPAÇÃO DE AFONSO NIGRO; ASSISTA AO VIDEOCLIPE
Nesta sexta-feira (27) a Plebe Rude, uma das bandas pioneiras do rock nacional dos anos 80, divulgou o videoclipe da faixa “P da Vida”, com a participação de Afonso Nigro. A música, lançada originalmente em 1987 pelo grupo pop Dominó, é uma versão do compositor Edgard Poças para “Tutta La Vita” do italiano Lucio Dalla. Poças revela que quando escreveu a letra, a ideia era fazer algo diferente, que considerasse importante de dizer na época. “Veio a ideia de falar sobre o que tava acontecendo no mundo, mas me deu aquele choque: puxa! será que aqueles meninos vão cantar isso? Porque eles cantariam coreografando e ficaria um choque visual com as palavras que eram de mais peso. Mas fui em frente e cada vez a música foi ficando mais forte, então a chamei de ‘Puto da Vida’ e naquele tempo isso era um negócio proibitivo, né? Então mudamos para “P da Vida”’.

Assista “P da Vida”:
Lado A
A faixa em português chamou a atenção dos integrantes da Plebe Rude, que sempre prezaram por temáticas atuais e que reconheceram na letra, forte e impactante, a possibilidade de conciliar apelo comercial e conteúdo. “Eu já gostava da música desde a década de 80. Achava ousado o fato da banda mais pop da história da música popular brasileira ter conseguido gravar uma letra com cunho social contundente. Como ‘P da vida’ não envelheceu, muito pelo contrário, a Plebe ficou muito a vontade de fazer a versão.”, conta o vocalista Philippe Seabra.
 
A parceria inusitada entre a banda de Brasília e o ex-Dominó se deu, de acordo com o grupo, por uma piada recorrente sobre a semelhança física entre Philippe e Afonso. “A similaridade naquela época era gritante. Um era confundido com o outro na rua por pessoas pedindo autógrafos”, conta o baixista André X, que vê a parceria como divertida e bem humorada.

Segundo Afonso Nigro, o dueto improvável deve surpreender muita gente e só foi possível, já que a música é atual, política e remete de certo modo ao momento pelo qual estamos passando. “Regravar ‘P da Vida’ foi o máximo, ainda mais com uma banda que eu sempre admirei. Um amigo em comum nos conectou e a empatia foi imediata. O Philippe é super querido e eu adorei a concepção de arranjo. Tem o Clemente também, meu ídolo de infância. Tô muito feliz com o resultado”, afirma.    
Foto: Adriano Pasqua
Com o peso das guitarras distorcidas no lugar dos teclados, e a alternância dos vocais entre Philippe e Afonso, “P da Vida” faz parte do lançamento homônimo que conta ainda com mais uma faixa, a inédita “O Gigante Adormece”, composição de Seabra que seria adicionada a versão da Plebe Rude de “P da Vida”, no entanto, devido à dificuldade em obter a autorização do espólio do autor original na Itália, virou uma segunda música.
 
O vocalista da Plebe Rude conta que a faixa inédita é sobre a “passividade do brasileiro, que não consegue manter o foco no meio do ruído das redes sociais e rapidamente perde qualquer noção de indignação. É a nossa resposta a canção ‘P da vida’, o brasileiro fica puto mas esquece, a indignação desaparece, tem o governo que merece e o gigante – que todos acharam que acordou nas manifestações de 2013 – logo adormeceu de novo”. E o baixista completa: “É mais uma lista de coisas que deixam a gente p da vida. É tanta notícia ruim, tanta energia negativa, que temos medo das pessoas ficarem anestesiadas. Importante não relaxar, não dormir”.

Assista “O Gigante Adormece”:
Lado B
“P da Vida” é um EP digital de duas faixas, com lado A e lado B, assim como nos antigos vinis. Este é o primeiro lançamento da banda após o álbum “Evolução, Vol.1”, e foi produzido por Philippe Seabra no QG da Plebe Rude, o estúdio Daybreak em Brasília. O videoclipe da faixa título é assinado por Seabra e Adriano Pasqua.

Ouça nas principais plataformas digitais: 
http://sl.onerpm.com/pdavida 
Arte: Fernando Dalvi

Faca Preta apresenta música inédita em vídeo ao vivo


FACA PRETA DIVULGA VÍDEO AO VIVO QUE INCLUI
A INÉDITA “DONOS DO FUTURO”; ASSISTA


Faca Preta divulgou sua apresentação no Gotan Live Session, projeto de gravações ao vivo no estúdio Gotan, na capital paulista. A banda punk rock escolheu as faixas “Lutando de Braços Cruzados”; do EP Faca Preta (2015), o single “Dias Melhores” (2020) e a inédita “Donos do Futuro”, para o registro em vídeo que contou com a direção de Guilherme Garcia.

“Nesse momento de grave crise de saúde pública, pandemia e distanciamento social, participar do ‘Gotan Live Session’ foi uma ótima oportunidade para levarmos um pouco da energia das nossas apresentações para que todos possam sentir em casa. O resultado ficou incrível, tanto a captação do som, quanto o vídeo estão com qualidade excepcional”, diz o vocalista Fabiano Santos.
Além de Santos, o Faca Preta atualmente é formado por Anderson Boscari e Dudu Elado nas guitarras, Roberto Bezerra no baixo e Marcelo Sabino na bateria. O grupo, que surgiu em 2013 com músicos experientes do underground paulistano, se prepara para lançar o álbum de estreia pela gravadora Hearts Bleed Blue (HBB).

“Outros lançamentos virão, então siga a gente nas redes sociais @facapreta e nos tocadores de músicas”, convida Elado.

Assista à apresentação do Faca Preta no Gotan Live Session:
youtu.be/N0pAjqLi-Oo