A Vida é Temporária: O Death Metal Potiguar do Open The Coffin – Resenha do álbum Once Alive Always Dead

Once Alive Always Dead, novo álbum do Open The Coffin, banda de death metal old school de Natal/RN liderada por Cláudio “Slayer” é um mergulho sombrio e visceral na mortalidade, evocando tanto a podridão corporal quanto a inevitabilidade da morte desde o primeiro acorde. Ao longo das oito faixas, a banda mantém sua essência old school, com riffs pesados, baterias cortantes e vocais cavernosos, emprestando à obra uma atmosfera densa e cadenciada que remete aos clássicos do death metal mais clássico.

A produção, gravada no Black Hole Studio (Natal) e mixada e masterizada na Heavy Track (São Paulo), acerta ao não polir demais o instrumental: o som é sombrio e cru, mas suficientemente limpo para que cada detalhe da guitarra às linhas de baixo apareça com definição. Isso dá à música uma brutalidade orgânica, quase palpável, como se você estivesse escutando um rito fúnebre metálico.

As letras são temáticas de morte, desintegração e vida efêmera: em “Burn My Coffin”, logo na abertura, há uma invocação simbólica à própria sepultura, enquanto “Tomb Number 666” evoca uma simbologia macabra, unindo a contagem infernal à própria noção de túmulo. A faixa-título, “Once Alive Always Dead”, resume o conceito central do álbum: a ideia de que a vida é temporária, mas a morte é permanente, inexorável.

Em “Carnivorous Abomination”, o Open The Coffin traz imagens grotescas de decomposição e predadores mortais, criando uma atmosfera literal de carnificina. “Embraced by the Grave” tem um tom quase romântico, ou pelo menos fatalista, como se abraçar a sepultura fosse uma escolha ou destino inevitável. Já “Decaying Flesh” aprofunda a noção de deterioração física, com riffs que evocam o lento desmoronamento do corpo humano. “Zombified” (já lançada em videoclipe) traz uma energia quase enlouquecida, com a ideia de reanimação após a morte, uma morte-viva metálica. Por fim, a faixa “Tudo Pertence à Morte” fecha o disco com uma resignação absoluta: tudo no final pertence à morte, como um chamado funesto que reforça a mortalidade universal.

Mais do que um álbum de death metal com letras macabras, Once Alive Always Dead funciona como uma declaração conceitual: a vida pode começar no momento em que respiramos, mas a contagem regressiva já iniciou, e o túmulo é a única morada permanente. O Open The Coffin entrega isso com classe, peso e uma reverência genuína ao old school, mas sem soar retrô de forma barata: cada faixa tem sentimento, propósito e, sobretudo, brutalidade. É um trabalho que reforça o valor da banda dentro da cena extrema nacional e mostra que, mesmo falando da morte, eles têm algo vivo para dizer.

Faixa a Faixa

1. Burn My Coffin
A abertura do álbum traz uma invocação intensa: “queime meu caixão”. A ideia parece ser de rejeição da própria sepultura, uma espécie de negação simbólica da morte ou uma afirmação de rebeldia contra o destino inevitável. A faixa serve como introdução ritualística, com riffs pesados e composições sólidas que estabelecem a atmosfera de podridão e desespero que vai permear todo o disco. Há uma carga emocional forte: parece que o eu-lírico quer transformar seu próprio túmulo em cinzas, como se recusasse a sucumbir pacificamente.

2. Tomb Number 666
Com esse título, a música evoca simbolismos macabros e infernais: o número 666 tradicionalmente remete ao diabo ou ao apocalipse, e “túmulo número 666” sugere que a sepultura não é apenas final, mas profana. A faixa provavelmente fala de condenação, punição, talvez de uma morte marcada, ou até de renascimento sombrio. A sonoridade segue pesada, com batidas cadenciadas e riffs graves, propondo uma jornada claustrofóbica dentro de um caixão amaldiçoado.

3. Once Alive Always Dead
A faixa-título traz o conceito central do álbum: a vida e a morte como partes de um ciclo inexorável “uma vez vivo, sempre morto”. Isso sugere que a morte não é apenas o fim, mas a única certeza duradoura depois da vida efêmera. Musicalmente, a canção é provavelmente mais ponderada, com variações de ritmo que refletem a dualidade entre viver e morrer, talvez momentos de tensão alternando com explosões de agressividade, para ilustrar essa transição inevitável entre o existir e o desaparecer.

4. Carnivorous Abomination
Aqui a banda mergulha em imagens grotescas e de horror: “abominação carnívora” remete a uma criatura devoradora, violência extrema, degradação. A letra provavelmente descreve a morte ou a decomposição como algo monstruoso, visceral, talvez um organismo predatório que consome carne e vida. A sonoridade deve acompanhar essa visão, com riffs agressivos, batidas intensas e uma atmosfera de terror primitivo, evocando a podridão e a fome insaciável pela carne.

5. Embraced by the Grave
Essa faixa representa a aceitação da morte: “abraçado pela sepultura” sugere resignação, entrega ao destino, como se o túmulo fosse um abraço final. A letra pode falar sobre cansaço, desespero ou até encontrar consolo na morte. Musicalmente, imagino que a faixa tenha um tom mais sombrio e melancólico, talvez com pausas ou riffs mais cadenciados para transmitir esse sentimento de rendição e recolhimento ao túmulo.

6. Decaying Flesh
“Carne apodrecendo” é uma imagem crua e direta da decomposição física. Essa faixa provavelmente descreve o processo de putrefação, o fim inevitável do corpo, a deterioração da carne, uma meditação brutal sobre a mortalidade biológica. A música deve usar riffs cortantes, timbres graves e uma bateria que martela como se fosse o tambor da própria tumba, para evocar o horror da decadência física.

7. Zombified
Nesta faixa, a banda sugere a reanimação depois da morte, a noção de morto-vivo, revirando fezes da existência. “Zombified” combina a ideia de retorno à vida com a podridão da morte: um ser que já morreu, mas que renasce apodrecido, sem humanidade, contaminado pela podridão. Sonoramente, temos um ritmo mais frenético, clima de caos, para representar a loucura e o desespero de existir sem vida ou uma vida sem alma.

8. Tudo Pertence à Morte
Fechando o álbum, essa faixa parece ser o epitáfio: uma constatação de que tudo, no final, pertence à morte. É como um veredicto universal: a vida, a carne, os corpos, as ambições, a memória, tudo sucumbe à podridão. Essa música provavelmente traz o peso de um encerramento definitivo, com riffs densos, atmosfera ritualística e um sentimento de resignação e fatalidade. Serve como conclusão filosófica e sombria ao conceito do disco inteiro.

O nordeste presenteou o Brasil com mais esse petardo dessa lenda do death metal brasileiro. Ouça no repeat!

Truculence: o novo e visceral álbum do Facada | Resenha

Aproveitando que o final de semana foi de ouvir os lançamentos do ano, aqui vai uma resenha sobre o álbum Truculence, do Facada, um disco que confirma por que a banda cearense segue sendo uma força bruta e incisiva no grindcore / death metal nacional.

Truculence, novo álbum do Facada, é um daqueles discos que chegam sem pedir licença e atravessam o ouvinte com a força de um jato de concreto. Ao longo de pouco mais de quinze minutos, a banda cearense entrega sua mistura característica de grindcore, death metal e crust com a precisão de quem já domina plenamente a própria brutalidade. A produção, assinada por Vanessa Almeida e pelo baterista Vicente Ferreira, encontra o equilíbrio exato entre o som cru que o gênero pede e a clareza necessária para que cada instrumento mantenha sua identidade; nada soa limpo demais, mas tampouco se transforma em borrão. O resultado é uma agressividade natural, quase orgânica, que parece brotar de cada virada de bateria, riff serrado de guitarra e vocal cuspido com ódio calculado.

O disco abre como um soco, com a faixa-título estabelecendo o clima de urgência e desconforto que vai conduzir a obra inteira. Sem pausas, o Facada desfila composições curtíssimas, ferozes e diretas, mas que, apesar da velocidade, trazem nuances: ora empurram o som para um hardcore mais sujo, ora mergulham num death metal sufocante, ora deixam a atmosfera crust tomar conta. O trio demonstra domínio absoluto da economia típica do grind: cada música só dura o quanto precisa e sai de cena puxando a próxima pelos cabelos. Entre as letras, as críticas sociais aparecem de maneira ácida e sem rodeios: frustração urbana, alienação, manipulação, ignorância fabricada tudo exposto de forma brutal, como se cada estrofe fosse uma lâmina sem cabo. Um dos momentos mais marcantes é “Dwyer”, que usa o caso real do político americano Robert Budd Dwyer como alegoria de desespero e falência moral; mesmo em meio ao caos sonoro, o peso narrativo salta para a superfície. Outras faixas, como “Irreversível”, “Saudade Não Acaba” e “Sangrando Concreto”, reforçam o tom de ruína emocional e social que atravessa o disco.

Truculence funciona como um manifesto, não apenas musical, mas também ético. É brutal porque precisa ser; é rápido porque não oferece conforto; é agressivo porque recusa qualquer forma de acomodação. Ao final, quando os últimos segundos de “Feche os Olhos e Contemple” ecoam, o silêncio que se segue parece maior do que o álbum inteiro, um espaço em que o impacto finalmente acerta o peito. Em um cenário extremo que tantas vezes se repete, o Facada mostra que ainda há muito a dizer, desde que se diga com verdadeira contundência. É um retorno feroz e absolutamente convincente, um dos trabalhos mais fortes do grind nacional recente.

Faixa a Faixa

Truculence
A faixa-título abre o álbum como uma declaração de intenções: desde a letra (“esmagar e derrubar”, “ferocidade… pra machucar”) há uma postura agressiva e sem concessões. Musicalmente, serve como uma introdução brutal com riffs diretos, bateria cortante, deixando claro que o disco não será “leve”: a palavra “truculence” (truculência) define bem a sensação sonora, uma violência primitiva.

Irreversível
Essa música provavelmente traz a ideia de uma decisão, ou de algo que não tem volta. A letra, conforme trechos divulgados, sugere culpa, peso das escolhas (“escolhi isso com pesar”) e uma espécie de esforço para demolir algo (“perceber e demolir”). Sonoramente, imagino que combine a urgência típica do grind com momentos mais arrastados para reforçar essa noção de irreversibilidade emocional.

Saudade Não Acaba
Já pelo título, a música passa por uma vertente mais introspectiva ou nostálgica, mesmo dentro da brutalidade, há espaço para sentimento. “Saudade” indica presença de memória ou perda, e “não acaba” sugere que esse sentimento persiste, como uma ferida que não cicatriza. A sonoridade pode variar entre passagens densas e breakdowns para enfatizar essa angústia.

Sangrando Concreto
Uma das faixas mais viscerais e imagéticas do álbum: o “concreto” remete à cidade, ao urbano, ao duro, ao imutável, e “sangrando” sugere destruição ou ferida social. Segundo informações técnicas, a música tem BPM moderado/rápido e tom menor, o que dá uma carga emocional pesada. É como se a música pintasse uma cena de devastação urbana — tanto física quanto simbólica.

Regressão Primitiva
O título sugere uma crítica à regressão social ou moral: “primitiva” remete a algo cru, bestial, talvez uma forma de dizer que parte da sociedade recaiu para comportamentos básicos, violentos ou irracionais. Musicalmente, pode haver riffs mais crus, linhas de guitarra menos polidas, e ritmo quase instintivo, trazendo a sensação de degeneração.

Talvez Nunca
Uma faixa com um ar de incerteza e desespero: “Talvez nunca” significa algo que pode não acontecer ou uma esperança frágil. Pode tratar de frustrações pessoais, promessas quebradas ou sonhos abandonados. A construção sonora provavelmente mantém a pressa típica, mas com momentos introspectivos para refletir essa hesitação ou dúvida.

Não Dormir, Nunca Acordar
O nome já é forte, sugere insônia, angústia existencial, uma vigília constante sem descanso. A letra, segundo o site do álbum, menciona “insônia permanente” e “rotina insistente”, reforçando essa ideia de tensão contínua. É uma faixa curta (como várias no grind), mas carregada de desespero: o som pode transmitir uma sensação claustrofóbica, quase de pesadelo.

Vai Entregar
Aqui a narrativa pode ser de cobrança, vingança ou retribuição. “Vai entregar” soa como uma ameaça ou promessa de reviravolta: algo que foi feito vai receber resposta. A estrutura da música pode alternar entre momentos explosivos e passagens mais cadenciadas para dar peso à ideia de “vão receber o que fizeram”.

Bem Que Eu Disse
Essa faixa parece ter um tom de acusação ou de reafirmação de que o eu-lírico já avisava algo: “bem que eu disse” implica “eu falei, eu sabia”. Pode haver ressentimento ou frustração por não ter sido ouvido antes, e musicalmente isso pode se traduzir em riffs confiantes, talvez com ritmo marchante, para reforçar a sensação de autoafirmação irônica “eu te disse”.

Mente, Engana, Manipula
Uma faixa que aborda a manipulação psicológica, mentiras e falsidade. A letra (“já fui muitos… vou ser alguns deles”, “normaliza absurdos”) sugere uma crítica direta a quem manipula ou se vende para manipular. A sonoridade pode conjugar tensão (com batidas nervosas) e repetições para evocar a ideia de ciclos de manipulação: frases curtas, gritadas, que martelam a mensagem.

João
O título é genérico (“João”), o que pode indicar que a canção representa uma figura comum, talvez alguém genérico, a faixa mais curta, direta, com riffs firmes e vocais incisivos, representando “João” como arquétipo.

Dwyer
Uma das faixas mais comentadas: trata da história de Robert Budd Dwyer, político americano que se suicidou durante uma coletiva de imprensa. A letra traz a imagem perturbadora da “chama da esperança saindo de uma arma”, uma metáfora pesada para desespero, violência institucional, e falência do sistema. Musicalmente, essa faixa pode ter mais espaço para respirar (mesmo sendo grind), porque o tema pede peso emocional. É com certeza uma das mais angustiantes, com vocais gritados, momentos de tensão e clímax dramático.

Grind Ass Fuck! Ouça o disco e vá aos shows!

A Fúria do Desalmado em Monopoly of Violence – Resenha

Aproveitando a vinda da banda paulistana de Death Grind, Desalmado, para terras recifenses (eles se apresentam no Darkside nessa sexta-feira, 28 de novembro), para revisitar o seu mais recenete lançamento: o álbum Monopoly of Violence.

Lançado em 2 de maio de 2025, Monopoly of Violence é o quarto álbum de estúdio do Desalmado. A gravação ocorreu no Family Mob Studio, com produção, mixagem e masterização feitas por Hugo Silva. É também o primeiro registro com a nova formação da banda: João Limeira na bateria e Marcelo Liam na guitarra se juntam a Caio Augusttus (vocal) e Bruno Teixeira (baixo).

A produção é moderna e orgânica, mantendo um peso muito grande que não soa como algo “limpo demais”: a brutalidade é palpável, mas os instrumentos estão bem definidos.

Musicalmente, Monopoly of Violence mescla elementos característicos do death metal técnico com a agressividade e rapidez do grindcore. As 10 faixas são afiadas, diretas e relativamente curtas, algo típico de álbuns com orientação grind, mas também cheias de demanda técnica.

Um ponto interessante é a faixa “Deaf”, que se destaca por ser mais melódica e cadenciada e com partes de hardcore, riffs mais acessíveis e até momentos de “two-step”. Esse contraste mostra a versatilidade da banda: mesmo no meio da violência sonora, há espaço para construção melódica inteligente.

Por outro lado, em faixas mais “clássicas” do metal extremo (como “Blood Thorns”), a banda mantém blast beats pesados, riffs densos e uma atmosfera sombria que reafirma suas raízes mais extremas.

Temática e Letras

Liricamente, o álbum aborda temas bastante contemporâneos e muito contundentes. A “violência monopólica” do título remete às grandes corporações de tecnologia, à influência crescente dos monopólios e à alienação da sociedade moderna. A banda faz uma leitura crítica da desigualdade, da exploração capitalista e de como essas estruturas de poder moldam comportamentos, limitam a liberdade e geram diferentes formas de opressão.

Há também uma dimensão pessoal nas letras: traumas, isolamento, angústia existencial: o Desalmado mistura o macro (sistema) e o micro (indivíduo) de forma bastante eficaz.

Este álbum reafirma o Desalmado como uma das bandas mais importantes e relevantes do metal extremo brasileiro atualmente. O som é sólido, a produção moderna, e as letras têm peso real: não são só violência gratuita, mas violência com significado, reflexão e denúncia.

É um trabalho que exige atenção: não é só brutalidade pela brutalidade, mas uma mistura de técnica, agressividade e conteúdo crítico. Para fãs de death metal técnico, grind ou quem curte metal com postura política, Monopoly of Violence entrega muito.

Faixa a Faixa

  1. Anger
    A faixa de abertura é curta (1:48) e já transmite uma explosão emocional muito intensa. A letra fala de raiva (“Driven by anger”), memórias sombrias e vingança como se o eu-lírico estivesse consumido por ódio por aquilo que perdeu ou pelo que fez. Musicalmente, serve como uma introdução brutal, preparando o terreno para o resto do álbum com riffs agressivos e uma energia crua.
  2. Trauma Bond
    Um tema muito pessoal. As letras falam de traumas, ciclos de abuso, promessas quebradas e uma conexão doentia com a dor (“Heart in pieces, I suffer silently”). A ideia de “bond” (vínculo) aqui não é algo positivo, mas uma ligação que machuca e paralisa, como se a própria ferida fosse parte da identidade do eu-lírico.
  3. No Peace, Only Death
    Essa faixa traz uma visão apocalíptica e existencial: “Fields of starving peace does not thrive … No peace, only death.” Há uma metáfora bastante pesada entre a “paz faminta” e a morte inevitável, sugerindo que a paz verdadeira não existe o que resta é a destruição ou a resignação.
  4. Blood Thorns
    Música muito visual e poética em termos de horror corporal: a letra evoca o corpo como algo apodrecido (“this body, consumed by worms”), rosas negras nascidas da carne, sangue escorrendo por cada poro. É uma imagem forte de dor e transformação sombria. A sonoridade reflete esse horror com riffs densos, lentos em momentos, e uma bateria que parece bater nas paredes de um túmulo.
  5. Deaf
    Essa é a faixa mais melódica do álbum e foi destaque da divulgação. A letra fala de silêncio, solidão, desilusão (“our voices have fallen silent … Grieving our defeat”) há uma sensação de perda de conexão, talvez traumas que impedem de se comunicar ou de escutar. Musicalmente, tem partes cadenciadas, riffs mais diretos e momentos de two-step, equilibrando melodia e agressividade.
  6. Monopoly of Violence
    Faixa-título que aborda diretamente a crítica social: corporações escravizando mentes, sistemas de dominação, leis severas, vigilância a letra questiona “como quebrar esse ciclo?” (“How to break the cycle?”). É um alerta sobre poder, controle e violência institucional, e a música acompanha com peso e urgência, reforçando a ideia de um “monopólio” da violência.
  7. Fall of the Empire
    Aqui o Desalmado invoca imagens de revolta: “tyrants”, “barriers of alienation”, “we will destroy our crosses”. A letra sugere uma queda de impérios opressores, de regimes que exploram e matam. É uma faixa de confronto, de convocação para revolução ou vingança, e a música provavelmente tem momentos empolgados, riffs poderosos e bateria marcante para reforçar esse chamado à ação.
  8. Pig Killer
    Uma das faixas mais provocativas: “Hunters tracking protected pigs / Chasing down their devourers / Billionaires to be slaughtered” a letra usa a metáfora dos “porcos” para representar poderosos (provavelmente bilionários) e fala de julgamento extremo (“electric chair or a bullet to the head”). É uma canção de revolta social radical, repleta de ódio contra a elite. Musicalmente, deve ser rápida, violenta e direta, espelhando a urgência da mensagem.
  9. Last Frame
    “Machines that captured our souls … Guiding us toward collective slaughter” a letra critica a manipulação através da tecnologia, a massificação emocional e mental. Fala de “populações treinadas para semear ódio”, de cérebro torturado, de colapso digital. É uma reflexão distópica sobre como a violência moderna pode vir por meio de sistemas invisíveis e mentais. A música provavelmente tem peso técnico, clima denso e momentos de tensão para transmitir esse terror moderno.
  10. Suffocated
    No encerramento, a letra traz imagens de destruição em massa: “devourers of human flesh / Bodies are destroyed / Lives are tortured / Bombs kill in the name of God … underground rivers flowing with blood”. É uma visão apocalíptica de guerra, genocídio, ganância e sofrimento coletivo. A música fecha o álbum com uma sensação sufocante (como diz o nome), de caos e desesperança como se a violência institucional retratada ao longo do disco tivesse explodido em escala total.

Se puder, confira essa pedrada ao vivo. Desalmado não decepciona nunca.