
Conte sobre quando e como a banda começou.
A banda começou como uma iniciativa do nosso guitarrista Pedro Antonio. Ele, juntamente com seu irmão Lucas, nosso baixista, deu os primeiros passos da Skive antes mesmo de ela ter esse nome. Posteriormente, outros membros entraram: nosso baterista Michetti, nosso antigo segundo guitarrista Jonas e, por último, eu, o vocalista. Foi aí que a banda realmente começou a ganhar forma e a dar significado ao nome Skive, compondo nossas primeiras músicas e se lançando como uma banda autoral.
O Skive possui apenas dois singles lançados. Vocês pretendem lançar um álbum em breve?
Sim, pretendemos! Já temos todas as músicas gravadas, mixadas e masterizadas. Agora estamos apenas planejando o lançamento e, quem sabe, trazendo outras novidades junto com o álbum.
A faixa ‘Ghosts’ tem uma pegada que mescla Avenged Sevenfold, com riffs com uma pegada do Megadeth, enquanto a ‘Shadow Dance’ remete a Avenged com Linking Park. Essas são as principais referências da banda? O que vocês ouvem para se inspirar nas composições da banda?
As referências da Skive são variadas, uma colagem dos gostos de cada membro. Mas, sim, temos influência de todas essas bandas. Para mim, como vocalista, Linkin Park e Alice in Chains são grandes inspirações. Nosso baterista se inspira no Angra, enquanto nosso guitarrista tem Bullet for My Valentine como uma grande referência. No fim, o resultado das nossas influências acabou, de forma natural, remetendo ao som do Avenged Sevenfold.
Como é o cenário do metalcore/deathcore em Belo Horizonte? Quais bandas do gênero vocês indicam?
É um pouco difícil para mim falar sobre isso, mas, pelo que vivenciei no cenário de Belo Horizonte, não há uma grande diversidade de bandas autorais que sigam essa vertente. Somos muito amigos do Bruno Paraguay, vocalista da Eminence, uma banda com forte influência na cidade. Também conheço a banda Sempta, que segue o estilo metalcore, mas nunca tivemos a oportunidade de trabalhar juntos.
Como foi a gravação das músicas de vocês? Quem foi o engenheiro de som e produtor das faixas?
O André Mendonça foi o nosso produtor, engenheiro de som e tudo mais que se possa imaginar, foi ele quem trousse a cola para as diversas influencias que levamos para o estúdio com nossas demos, que inclusive foram gravadas na casa do baterista. Depois disse fizemos uma reunião com o André, discutimos diversos pontos na pré-produção sobre o que deveria ficar e o que deveria mudar em cada música, após isso demos início as gravações, começamos pela bateria, que captamos no estúdio do nosso guitarrista Pedro e o restante no estúdio do André. Gravamos o baixo e depois as duas guitarras por ultimo os vocais. A gravação levou mais tempo do que imaginávamos, tivemos alguns imprevistos e eu como vocalista, fiquei doente diversas vezes durante o período de gravação dos vocais, mas no final deu tudo certo.
Quais são os planos para 2025?
Em 2025, lançaremos nosso primeiro álbum e tocaremos o máximo possível, levando nosso som por toda a cidade e, se tudo der certo, pelo Brasil inteiro. Também temos planos de organizar um festival, convidando bandas autorais de fora da cidade e buscando um intercâmbio para que possamos tocar em outros estados.
Vocês aparentam ser muito jovens. Qual é a idade de cada um e como encaram começar uma nova banda em uma era que prioriza trabalhos individuais?
Eu tenho 25 anos, o Pedro (guitarrista) tem 24, o Lucas, nosso caçula, tem 18 e o Michetti, nosso baterista, tem 23.
Todos os membros da banda, com exceção de mim, sempre souberam que queriam ter uma banda. Então, sempre tiveram um pensamento mais voltado para o coletivo e para o trabalho em conjunto. Eu, Pedro, no início tinha receios de me inserir no cenário, por diversos motivos, e preferia ficar mais no meu canto. Mas eu sabia que queria fazer música e que não conseguiria fazer isso sozinho. Quando nosso guitarrista me chamou para entrar na Skive e me apresentou aos outros membros, percebi que, naquele ambiente, eu poderia me expressar sem medo.
Hoje, vejo que é muito melhor trabalhar de forma coletiva. É impossível realizar tudo sozinho. Eu fui transformado e acolhido por esse cenário do rock e do metal e só tenho a agradecer.
Muito obrigado pela atenção. Deixem um recado para os leitores, sobretudo a galera da nova geração que está começando suas bandas.
Começar uma banda pode ser assustador às vezes. Mas, apesar das incertezas que o futuro reserva, estar inserido nesse meio pode ser algo transformador. A experiência de estar em uma banda nos ensina muito, não apenas sobre música, mas também sobre como nos portar como seres humanos.
Ao longo da jornada, conhecemos muitas pessoas e fazemos verdadeiros amigos, que podem nos trazer novas perspectivas para a vida. Estar em uma banda é muito mais do que apenas tocar um instrumento; é uma vivência completa. Por isso, sempre incentivarei as pessoas a experimentarem essa sensação única de estar em uma banda.







