Vício e dependência digital são explorados em novo clipe do Desalmado

Mass Mental Devolution, faixa-título do novo álbum da banda Desalmado, acaba de ganhar clipe que retrata os aspectos angustiantes e degradantes causados pelo vício e dependência digital que a letra da música aborda. Mass Mental Devolution é a quarta música do trabalho a ganhar vídeo.

Assista Mass Mental Devolution:
https://youtu.be/o8zOqqwcEdM

No filme, o ator Cassio Gondim encarna um homem atormentado pelas oscilações de humor causadas por todo tipo de conteúdo que as redes sociais entregam durante o dia. Do riso fácil com memes e áudios à raiva extremada com notícias e fake news, Mass Mental Devolution mostra o impacto e a fragilidade da pessoa perante a indústria que distribui conteúdo na web. “Para mim foi muito importante expor as emoções humanas nessa relação controversa que hoje temos com o celular. Então, entrar na atmosfera do clipe foi muito fluido, da maneira que  tinha que ser!”, conta o ator.

“O celular praticamente se tornou uma extensão do corpo. As pessoas despertam e já pegam o celular na mão e dormem abraçadas ao aparelho. Muito do que se tem decidido na vida não é mais uma decisão genuína, mas sim um desejo primeiramente mostrado pelas redes sociais, por terceiros, que acaba moldando o nosso próprio querer. A rede virou o mestre delas, como diz um trecho da música”, explica o baixista do Desalmado, Bruno Teixeira.

O personagem do clipe também surge usando uma máscara de gás que esconde as expressões que se passam por seu rosto, uma alusão ao uso excessivo de filtros e de fotografias e vídeos com a imagem manipulada que velam completamente as manifestações originais das faces. 

O clipe é uma produção da própria banda com direção do guitarrista Estevam Romera e foi gravado no estúdio Family Mob, em São Paulo.

Sobre o Desalmado

Desalmado é uma das principais e mais atuantes bandas do cenário da música extrema no Brasil. O grupo surgiu em 2004 na cidade de São Paulo, tendo se apresentado em centenas de shows e diversos festivais em todas as regiões do Brasil e na Europa.  

A banda traz na temática de suas letras questionamentos políticos, sociais e reflexões sobre a natureza humana. Os últimos lançamentos da banda expõem as entranhas de um mundo perverso e alienado subserviente a um sistema manipulado pelas classes dominantes. 

O mais recente álbum Mass Mental Devolution tem a distribuição digital realizada mundialmente pelo selo europeu Blood Blast Distribution. As versões físicas no Brasil e América Latina serão produzidas pela Xaninho Disco e Sana Maior Records. Já na Europa, foi lançado em fita cassete e CD com faixas bônus pela Gruesome Records.

Desalmado é:

Caio Augusttus – Vocal

Estevam Romera – Guitarra

Bruno Teixeira – Baixo

Ricardo Nützmann – Bateria

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Do Hardcore ao Death Crust, ‘Decomposição’ é o Auge do Manger Cadavre? | Resenha

Foto por Dani Moreira

Manger Cadavre? é uma banda que nunca decepciona e mais do que isso, sempre nos surpreende com uma ascensão sonora contínua. Você não encontra o mais do mesmo nos lançamentos dessa banda. Você encontra crescimento, cada vez mais peso e a mesma energia irradiante que é transmitida nos shows.

Inaugurando a nova formação, que conta com Nata nos vocais, Marcelo Kruszynski na bateria, Paulo Alexandre na guitarra e Bruno Henrique no baixo, a banda lançou o segundo álbum cheio da carreira, o “Decomposição”. Nesses 10 anos de estrada, a banda produziu muito, com EPs, singles e splits. Dessa vez, temos o sucessor do já clássico “AntiAutoAjuda”, que mostra uma maturidade gigante, fato que tem colocado a banda em evidência também em outros países, levando o nome da cena brasileira à novas fronteiras.

O trabalho, que está saindo em material físico no Brasil pela Xaninho Discos em parceria com um coletivo de selos e com distribuição pela Blood Blast, selo digital da Nuclear Blast, contou com a participação de Fernanda Lira (Crypta e Ex-Nervosa) e de Caio Augusttus (Desalmado) no som Demônios do Terceiro Mundo. A gravação foi realizada no renomado Family Mob Studios, com gravação e mix por Otavio Rossato e masterização por David Menezes.

A arte de capa ficou ao encargo do nosso conterrâneo Wendell Araújo, que exprimiu todo o sentimento das músicas em uma arte detalhada e pesada.

“Decomposição” é um álbum para se ouvir completo. O faixa a faixa te aprisiona num looping do começo ao fim, e quando você se dá conta, está ouvindo mais uma vez. Com afinação mais baixa que os trabalhos anteriores os riffs que caminham entre o death e o black metal, com pitadas de metalpunk, somado ao vocal mais visceral que nunca de Nata são as grandes mudanças que fizeram a Manger Cadavre? se destacar ainda mais. A inclusão de mais pedais duplos nas músicas do é mais um ponto que somou muito à estética dos sons. O baixo, nesse trabalho mais tímido, não deixou a desejar: sujeira e peso na medida certa.

Solta o play para acompanhar o nosso faixa-a-faixa:

https://open.spotify.com/album/1mQWm2XpyrZeCRV2n2dR5M?si=kAUtB2uVT5mfnpR6Vgj6ag

Dividimos as músicas em dois blocos: No primeiro temos músicas mais pesadas, calcadas no death metal com o crust, que abordam temáticas com metáforas para temas mais abstratos. O álbum começa com “Epílogo“, que se trata de um som que fala do momento antes da morte e tem andamentos rápidos e com clima pesado. Com o baixo trazendo mais peso, a variedade de elementos na bateria é outro diferencial. Na sequência, “A Raiva Muda o Mundo” tende a ser a nova “O Homem de Bem”, som que faz a galera se matar loucamente nos moshs. “Em Memória” é um som rápido, mas que ao mesmo tempo tem um certo clima pesado. Destaque para o d-beat da bateria que não deixa o som cair. Em uma pegada mais sludge metal mesclada com o crust, encontramos “Vida, Tempo e Morte” e “Apatia“, essa segunda bem arrastada, com elementos do doom metal.


Chegamos a parte mais politizada das músicas. Seria um Lado B de um possível vinil? “Miseráveis“, por sua vez é o som que vai agradar muito aos fãs de Wolfbrigade, com elementos do metalpunk bem marcantes. O som faz uma crítica a apropriação das pautas de representatividade por grandes empresas, mas que no final das contas continuam explorando a todos. “Neocolonialismo” é o som que a galera fará a festa, pois é um crust muito empolgante e que conta com um apontamento ferrenho aos países imperialistas, que tem o Brasil como uma colônia, nos desindustrializando, explorando de todas as formas possíveis e levando as nossas riquezas naturais e mão de obra barata. “Tragédias Previstas” é o som mais hardcore metal da banda, com uma estrutura bem marcante. Mais uma vez temos denúncias sobre aqueles que corroboraram para as tragédias que vivemos, e que não se tratam apenas da Covid-19, mas todas aquelas causadas pelo capitalismo. É um som atemporal enquanto esse sistema existir. “Profetas da Submissão” é um som com um andamento muito rico das cordas, com peso, palhetadas e melodias, além da bateria do hardcore. É o único som que nos lembra mais os trabalhos anteriores da banda. “Demônios do Terceiro Mundo” é a ode dos trabalhadores que se rebelam contra o sistema e seus braços. Analogia perfeita de olhos negros (anarquistas) e corações vermelhos (comunistas) em uma frente antifascista avançando contra os ceifadores. Ainda na pegada mais enérgica, como o som anterior, fechamos o disco com “Cemitério do Mundo“, música com letra do baterista Marcelo, que sintetiza o Brasil na pandemia. Com um solo de guitarra na entrada da música, que remete ao crossover de bandas como Suicidal Tendencies, logo os andamentos caminham para outro rumo, mas que casam perfeitamente com essa novidade. É um som raivoso, um som sentido, um som que transcreve perfeitamente o peso e a revolta que os tempos atuais nos impuseram, terminando com uma vinheta que eterniza absurdos cometidos e ditos pelo atual desgovernador do nosso país.

Todas as mudanças que a banda Manger Cadavre? trouxe em “Decomposição” foram positivas e temos certeza que o trabalho abrirá ainda mais portas para a banda que já vinha em uma ascensão, que foi interrompida pela pandemia. Aguardamos poder desfrutar do álbum com a banda nos palcos, pois a vontade de ver a banda após ouvir esse trabalho, só aumentou.

Nota: 9.5

Você pode adquirir o material em CD com os selos abaixo:

@xaninhodiscos | http://xaninho.iluria.com
@poeiramaldita | https://www.poeiramaldita.com
@helenadiscos | http://helenadiscos.iluria.com
@bradodistro | https://www.bradodistro.com.br
@tbontbrecords | https://www.twobeers.com.br
@tiranossaurarecs | https://instagram.com/tiranossaurarecs

Unicircle propõe reflexão introspectiva com single “Vulnerable”

Nova música do grupo paulista une elementos modernos ao metal em composição única

O grupo paulista Unicircle está lançando uma nova música, após dois singles e um videoclipe que obtiveram grande retorno de público e crítica. Trata-se da canção “Vulnerable”, disponível em todas as plataformas digitais a partir de 22 de outubro.

Confira: https://open.spotify.com/album/6X9SlsK6FvdaIu1ztw7Nre

Em 2021 o Unicircle recebeu destaque inúmeros em meios de comunicação especializados, como revistas e rádios, entre eles Roadie Crew, Whiplash, e 89 a Radio Rock. Nestas aparições, o grupo recebeu elogios de grandes expoentes do metal nacional.

Após dois singles e um videoclipe com a nova formação, o grupo lança “Vulnerable”, música de metal com elementos clássicos e modernos em sua sonoridade, e cuja a propõe uma meditação sobre o desapego ao ego e a aceitação de nossas vulnerabilidades.

Com energia revigorada, o grupo é atualmente formado por Kaká (bateria), Diego DFC (guitarra/vocal de apoio), Adriano Rossi (guitarra), John Jonsun (baixo) e Marco D’ Lacerda (vocal). O quinteto segue firme nos trabalhos: “Teremos muitas novidades em breve. Mais músicas e vídeos com mensagens importantes e muita energia. Esperamos em breve poder retornar para a estrada”, afirma Diego.

Os singles anteriores que a Unicircle lançou, com a atual formação, foram “Mistake” e “Grief”, que também recebeu um excelente videoclipe, com direção e produção do videoclipe ficou a cargo de Irai Rossi (@studiocr44 / @irairossi) e gravações realizadas no Estúdio GR.

Histórico

O nome Unicircle, derivado de Universe Circle, cria um sentimento unidade entre seus integrantes, onde cada um é parte de um todo na criação da música, e se amplifica no alcance e na comunicação com seu público. A banda originada em São Paulo, em 2018, traz letras sinceras baseadas nas reflexões da vida diária.

As músicas complementam a obra do  Unicircle com feeling e técnica, criando um som único e com identidade artística. Siga as redes sociais para acompanhar as atividades da banda e se inscreva no canal do YouTube.

Fotos: @irairossi

Ouça:

Spotify: https://open.spotify.com/album/6X9SlsK6FvdaIu1ztw7Nre
Deezer: https://www.deezer.com/en/album/257019212
iTunes: https://music.apple.com/us/album/vulnerable-single/1584744093
Amazon: https://www.amazon.com/gp/product/B09FL2XW66
Tidal: https://tidal.com/browse/album/196822885
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=zkvhfPu7fXU

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