Deuszebul Lança Single Evocando o Caos com Seu Blackned Grindcore

A banda de Natal/RN, Deuszebul, deixou o dia do rock com muito mais brutalidade ao liberar o single “Ao medonho eu entrego a degeneração de sua imagem” no Bandcamp e YouTube. Gravado em fevereiro de 2020 no Estúdio Ritornelo – EMUFRN por Anízio Souza e Paulo Dantas. Mixado e Masterizado por Anízio Souza, enche a nossa quarentena desesperançosa, com o caos que conta a influência do black metal no grindcore da banda.

“Sob o signo das pragas que espalham a desesperança, trazemos à tona as vozes dos moribundos atormentados pela vilania. Evocamos os sons do despedaçar, a primeira amostra da declaração de guerra ao mundo modificado pela dor.

Ao medonho eu entrego a degeneração de sua imagem é a manifestação das agonias. O peso singular que nos arrebata. Vozes caladas pelo isolamento. Cântico primeiro e solitário manifesto que traz alicerce para o PESAR. Tudo se mostra em multifaces, e aqui apresentamos a máquina anti-ídolos transfigurada pela alcunha de opositor.”

Bandcamp: https://deuszebul.bandcamp.com/track/ao-medonho-eu-entrego-a-degenera-o-de-sua-imagem

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=7I8zMbeCWM8


Test: O quebra-cabeça do “O Jogo Humano”

Apesar de já ter ouvido falar muito na banda Test, nunca tinha parado para ouvir. Foi a partir da participação da banda no programa Scena, que passei a pesquisar sobre a mesma e descobri esse excelente lançamento de 2019: O Jogo Humano. O álbum conta com nada menos que CINQUENTA E QUATRO faixas inspiradas em “marchinhas”. O trabalho é feito à base de vários sons com percussões ininterruptas e possui letras que satirizam partes específicas da sociedade.

O Jogo Humano – Arte por Carolina Scagliusi

Em entrevista, João Kombi explica que a ideia é a de o álbum funcionar como um jogo interativo, para que o ouvinte possa unir as palavras contidas nos títulos, formando frases doidas e criando sequências distintas a cada vez. Ou seja, ele monta o álbum como ele quiser. Loucura? Sim. Mas funciona demais.

O álbum transita entre o grindcore e o black metal, com blast beats fantásticos do Barata. O clássico “cavalo manco” continua no som, para agitar a galera e trazer o circle pit aos shows dos caras. O lançamento físico está sendo feito por diferentes selos, cada qual com sua montagem. Ou seja, você encontra diversas versões desse mesmo disco. Quer algo mais inovador? Aguarde, pois com certeza eles inventam algo fuderoso no futuro.

As letras, por sua vez, tratam principalmente de variadas falhas humanas. O que invariavelmente acontecem. Todo mundo erra e todo mundo erra muito. Talvez trata-se de uma crítica à nossa bolha que busca seres humanos perfeitos de caráter incorruptível, quase como uma Igreja. Se é isso de fato, não sei dizer. Test sempre deixa a dúvida no ar. A autoria das mesmas são músicos de outras bandas e até de alguns gêneros aleatórios ao som do Test, como Jair Naves. Cada autor recebeu um título, sem demais explicações.

Som visceral, criatividade, o Test se mostra uma banda única. Nem consigo enquadrá-los como uma banda de grind. Eles transcenderam esse rótulo criando algo que não existe. Conseguiram ao mesmo tempo deixar o som orgânico e sujo. Tem reverbs, tem pegada experimental, tem batera louca. Não espere lógica, o Test foge do mais do mesmo.

O trabalho foi gravado, produzido e mixado pelo próprio João em seu home studio, e masterizado no Audio Siege, em Portland, Estados Unidos, por Brad Boatright (conhecido por ter material lançado também com o Sleep, Full of Hell e YOB).