Além da audição: livro “Quando o Som Bate no Peito”, com lançamento em 8 de junho, conduz o leitor pelas sensações que um show de rock pode provocar

Nona publicação literária do escritor e jornalista Márcio Grings traz relatos descritivos e informativos sobre apresentações de grandes nomes da música internacional. Obra compila ainda cerca de 140 imagens dos 34 espetáculos musicais

Sabe aquela sensação de arrebatamento ao presenciar um show de rock ao vivo? É disso que fala o livro Quando o Som Bate no Peito (Memorabilia, 224 páginas), do jornalista, escritor e produtor cultural Márcio Grings. Trata-se de um compilado com 34 resenhas que misturam histórico dos artistas e impressões pessoais sobre performances internacionais de nomes como Bob Dylan, Paul McCartney, Rolling Stones, The Who, Roger Waters, Eric Clapton, Buddy Guy, Deep Purple, Black Sabbath, entre tantos outros.

O lançamento ocorre em 8 de junho, terça-feira, quando será realizado um evento virtual com convidados, como fotógrafos que colaboraram para a publicação, além de um pocket show. Até a data, é possível garantir seu exemplar via pré-venda pelo hotsite interativo. Além dos relatos, a obra tem cerca de 140 imagens, mais da metade destacadas em um álbum colorido. Os cliques foram feitos por 18 fotógrafos profissionais, alguns com passagens por importantes veículos de imprensa. 

O título resgata uma expressão usada para descrever a prática multissensorial de se assistir a uma banda ou músico in loco, algo que fica claro durante a leitura. Isso porque os textos não se resumem a simples análise técnica das apresentações, mas buscam situar o leitor diante da trajetória dos artistas resenhados e das referências do autor, um fã de música inveterado desde meados dos anos 1980.

“É a visão de um repórter em primeira pessoa, ininterruptamente em busca pela captura do registro documental de um show, quase sempre tentando ver aquilo que muitos não veem”, afirma o escritor. 

Em seu nono trabalho no universo literário, Grings traz o olhar apurado de quem tem a música como fundamento artístico. É essa atenção, somada a uma escrita crítica refinada por anos na atividade do jornalismo cultural, que nos leva a descrições apuradas, jogando luz nos bastidores ou detalhes que talvez o ouvinte comum não perceba em meio a um espetáculo musical.

“Como repórter ou produtor de eventos ligado ao blues e ao rock, tenho noção de que muita coisa rola nas entrelinhas. Como esquecer aquele bate-papo com Willie Walker enquanto ele enxugava uma garrafa de Domecq? Com um taco de bilhar na mão, Willie ‘Big Eyes’ Smith me confidenciou que estava prestes a lançar um disco com Pinepop Perkins (que ganharia o Grammy poucos meses depois). Dan McCafferty, vocalista do Nazareth, ficou sem ar e, do backstage, pude vê-lo recorrendo a um balão de oxigênio para retomar o fôlego. Coisas assim não estão no palco ou aparecem no telão, mas também fazem parte do espetáculo”, diz o autor, que também explica como trabalhou para aprimorar os próprios escritos:

“Na busca de uma harmonização dos relatos compilados no livro, reescrevi boa parte do material que já tinha publicado on-line, logo depois dos shows. Assim, procurei manter o roteiro prescrito nos originais, mas também o revi, corrigindo equívocos e ampliando a experiência resenhada. Assisti vídeos dos shows, ouvi centenas de canções, novamente conferi os setlists, subtraí repetições, reli biografias e livros similares, numa atenta checagem das informações, nunca omitindo a inequívoca voz inicialmente descrita em meus blocos de anotações.”

A live streaming de lançamento, em 8 de junho, será transmitida pelo Canal Pitadas do Sal (www.youtube.com/pitadasdosal) e terá bate-papo com os fotógrafos Lauro Alves, Fabio Codevilla, Ton Müller e Pablito Diego — todos envolvidos nas coberturas narradas no livro.

Além disso, a celebração virtual terá performance de Vinicius Brum, músico que fará releituras de temas relacionados ao conteúdo da publicação.

Lançamento da Memorabilia Store, Quando o Som Bate no Peito contém 224 páginas e aproximadamente 140 fotos — sendo 71 coloridas encartadas em um libreto de 40 páginas em papel couchê. As imagens foram clicadas por 18 fotógrafos: Adriana Franciosi, Ana Bittencourt, Camila Gonçalves, Carlos Macedo, Cris Santoro, Ericson Friedrich, Fabiano Dallmeyer (in memoriam), Fábio Codevilla, Fábio Mattos, Gika Oliva, Isadora Neumann, Juliana Pozzatii, Lauro Alves, Pablito Diego, Rafael Cony, Ton Müller, Yuri Weber e Zé Carlos de Andrade.

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